ATENDIMENTO PRECÁRIO

Mãe culpa demora no Hospital da Criança após morte de bebê

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Mãe denúncia
Mãe afirma que houve demora no atendimento e falhas na assistência durante internação de filha de quatro meses em unidade de saúde da capital maranhense.

SÃO LUÍS, 22 de abril de 2026  A morte de uma bebê de quatro meses no Hospital da Criança, em São Luís, foi relatada pela mãe Luana Quiaro nas redes sociais após o óbito registrado no dia 14 de abril.

A criança, natural de Bacabal, buscou atendimento na capital por complicações respiratórias. Segundo a mãe, houve demora no atendimento e falhas na assistência, o que teria contribuído para o agravamento do quadro clínico.

Dias após o ocorrido, Luana publicou um vídeo informando que a filha tratava bronquiolite e apresentou piora progressiva. Conforme a denúncia, a criança evoluiu para um quadro com choque séptico, bronquiolite aguda, pneumonia e sepse de foco pulmonar.

A mãe também declarou que a decisão de buscar atendimento na unidade teria sido determinante para o desfecho.

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ATENDIMENTO RELATADO PELA FAMÍLIA

De acordo com a mãe, a bebê deu entrada no hospital antes das 18h, porém recebeu medicação apenas por volta das 22h. Ela afirmou que aguardou atendimento em uma sala com cerca de 40 crianças. Ainda segundo o depoimento, o ambiente reunia pacientes com diferentes quadros clínicos, o que aumentava a preocupação com o estado de saúde da filha.

Além disso, Luana destacou que a condição da bebê se agravou durante a espera. Ela descreveu a situação como desesperadora, com circulação constante de profissionais, mas sem avaliação imediata da criança. Conforme oa mãe, somente por volta da meia-noite uma médica examinou a paciente e indicou a intubação.

No dia seguinte, a mãe informou que enfrentou dificuldades para garantir a continuidade do tratamento. Segundo ela, houve entraves relacionados à necessidade de procedimento cirúrgico e à disponibilidade de leitos.

A estrutura da unidade também foi questionada, com relatos de superlotação e necessidade de improvisação de espaços para acomodar pacientes.

POSICIONAMENTO DA SECRETARIA DE SAÚDE

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a bebê deu entrada na rede municipal no dia 12 de abril, apresentando quadro clínico grave. Segundo a pasta, o diagnóstico inicial indicava síndrome gripal associada a desconforto respiratório progressivo, compatível com bronquiolite.

Ainda conforme a Semus, a paciente recebeu atendimento imediato, com avaliação médica e monitoramento contínuo durante a internação. Apesar das medidas adotadas, o quadro evoluiu com complicações respiratórias e infecciosas, progredindo para sepse.

Por fim, a secretaria declarou que, mesmo com a assistência prestada pela equipe de saúde, a criança não resistiu e morreu no dia 14 de abril. A pasta também informou que o atendimento seguiu os protocolos estabelecidos e manifestou solidariedade à família.

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