
BRASÍLIA, 30 de maio de 2026 — O governo Lula investiu R$ 80 milhões em campanhas publicitárias a favor do fim da escala de trabalho 6×1. Esse valor representa o dobro do gasto com a divulgação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. As informações foram publicadas pelo jornal Folha de S.Paulo.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) coordena a campanha. Ela começou em maio com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário”. As peças foram veiculadas em televisão, rádio, internet, jornais e cinemas.
O presidente Lula intensificou recentemente o discurso em defesa do fim da escala 6×1. O tema dialoga com trabalhadores de baixa renda e com parte do eleitorado tradicional do PT. O governo tenta associar a proposta à melhoria da qualidade de vida e à ampliação de direitos trabalhistas.
Em uma das peças, o governo afirma que a proposta devolve ao trabalhador o direito ao descanso. A campanha também relembra conquistas históricas da legislação trabalhista. Além disso, afirma que a redução da jornada pode melhorar a produtividade e a qualidade do trabalho.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho. O texto segue agora para análise do Senado Federal. Dessa forma, a proposta ainda depende de votação na casa revisora para avançar.
Os gastos do governo federal com publicidade chegaram a cerca de R$ 1,5 bilhão em 2025. Esse é o maior valor desde 2017, conforme dados oficiais. O Orçamento de 2026, no entanto, prevê redução nos gastos com publicidade federal. A estimativa é de aproximadamente R$ 1,45 bilhão.
RECORDES DE INVESTIMENTO
Na internet, as despesas do governo com publicidade somaram cerca de R$ 130 milhões neste ano. O dado é de um levantamento do portal Núcleo Jornalismo. Esse valor representa o maior patamar desde o início da divulgação da série histórica. Além disso, quase triplica os R$ 42 milhões registrados em 2024.
Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, os gastos digitais ficaram em R$ 47 milhões. Parte da verba total é destinada à produção de peças publicitárias, como vídeos e banners. A maior parcela, porém, financia a compra de espaços em veículos de comunicação, redes sociais e outras plataformas.
Campanhas com maior orçamento garantem mais inserções e alcance na divulgação. O valor investido influencia diretamente a capilaridade da mensagem governamental.







