
MARANHÃO, 25 de agosto de 2026 — O presidente Lula (PT) deve evitar, no início da campanha eleitoral, visitas ao Maranhão, Pernambuco e Paraíba. Segundo O Globo, a estratégia busca reduzir atritos entre aliados locais e impedir que disputas regionais prejudiquem o projeto nacional de reeleição.
Os três estados deram votação expressiva a Lula no segundo turno de 2022. No Maranhão, ele recebeu 71% dos votos. Em Pernambuco e na Paraíba, alcançou 66%. Por isso, aliados consideram importante manter uma vantagem ampla no Nordeste, diante da possibilidade de Flávio Bolsonaro (PL) avançar em São Paulo e no Rio.
No Maranhão, o cenário mudou após o rompimento do grupo político unido em 2022. Sem acordo com o governador Carlos Brandão (MDB), o PT lançou Felipe Camarão ao governo. Além disso, Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador, e Eduardo Braide (PSD), ex-prefeito de São Luís, também disputam o Palácio dos Leões.
Segundo O Globo, Camarão enfrenta dificuldades diante do favoritismo de Orleans e Braide. Orleans tenta ligar sua candidatura à imagem de Lula e diz que pretende divulgar as parcerias entre os governos federal e estadual. Ele também conta com apoio de setores do PT no Maranhão.
Braide, por outro lado, mantém maior distância da disputa presidencial e tenta dialogar com eleitores de direita. Sua chapa, porém, tem André Fufuca (PP) como candidato ao Senado. Ex-ministro do Esporte de Lula, Fufuca apoia a reeleição do presidente. Então, Lula deve evitar escolher um palanque no estado.







