INFLUÊNCIA PAGA

Lula pagou milhões a influenciadores e artistas desde 2025

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Governo Lula
Governo do presidente Lula desembolsou cerca de R$ 2 milhões, desde 2025, para a contratação de influenciadores digitais e artistas em campanhas publicitárias.

BRASÍLIA, 13 de abril de 2026 – O governo do presidente Lula desembolsou cerca de R$ 2 milhões, desde 2025, para a contratação de influenciadores digitais e artistas em campanhas publicitárias. Os pagamentos ocorreram depois da posse de Sidônio Palmeira no comando da Secretaria de Comunicação Social (Secom).

Entre os maiores cachês estão os da atriz Dira Paes, que recebeu R$ 470 mil por ação do programa Celular Seguro, e do carnavalesco Milton Cunha, contratado por R$ 310 mil para divulgar o Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde.

Além deles, ao menos 55 influenciadores receberam valores que variam de R$ 1 mil a R$ 124,9 mil para divulgar ações e bandeiras do governo ou participar de peças produzidas por agências contratadas pela Secom. O levantamento é do jornal Folha de S.Paulo.

Outros 12 nomes atuaram sem remuneração direta federal ou por meio de parcerias com plataformas digitais, como o apresentador João Kleber, que estrelou uma campanha com a temática “Teste de Fidelidade ao Brasil”. A participação foi viabilizada pela plataforma Kwai, que recebeu ao menos R$ 19,5 milhões em publicidade oficial no último ano.

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Segundo a Secom, a estratégia acompanha mudanças no consumo de informação, com maior tempo dedicado às redes sociais e maior engajamento nesse tipo de conteúdo. A pasta afirma que os pagamentos são feitos com recursos das campanhas, via agências contratadas.

GASTO 3 VEZES MAIOR QUE O DE BOLSONARO.

O montante desembolsado pelo governo Lula em pouco mais de um ano é aproximadamente o triplo gasto pelo governo de Jair Bolsonaro em três anos. A gestão do presidente anterior gastou em torno de R$ 670 mil entre 2019 e 2021.

À época, as contratações foram interrompidas diante de questionamentos, que incluíram críticas à divulgação de conteúdos ligados ao tratamento precoce da covid-19.

O uso de figuras públicas em publicidade oficial também ocorre por meio de merchandising em rádio e TV. Enquanto a gestão anterior contratou o apresentador Sikêra Jr., o governo Lula firmou parceria com Ratinho.

A ampliação do uso de influenciadores contrasta com declarações do ex-ministro da Secom Paulo Pimenta (PT), que em 2023 afirmou que o governo não utilizava “influenciadores pagos”. Sob Sidônio, mais de 30% da verba publicitária foi direcionada a plataformas digitais, ante cerca de 20% na gestão anterior — o que representou ao menos R$ 234,8 milhões de um total de R$ 681 milhões no último ano.

Os valores foram obtidos via Lei de Acesso à Informação. Inicialmente, a Secom divulgou apenas os nomes dos contratados, mas passou a informar os cachês depois de determinação da Controladoria-Geral da União.

Entre os influenciadores, o maior valor foi pago ao professor e comediante Matheus Buente (R$ 124,9 mil), seguido por Morgana Camila (R$ 119,25 mil) e Vitor DiCastro (R$ 90 mil). Outros nomes receberam entre R$ 40 mil e R$ 50 mil, como Anaterra Oliveira, Rodrigo Góes, Gabriela Ferreira, Giovana Fagundes e Matheus Sodré.

Os contratados afirmam que os conteúdos buscaram explicar políticas públicas de forma acessível e que houve liberdade criativa na produção. Alguns também disseram seguir práticas de transparência na identificação de publicidade.

A influenciadora Laura Sabino, citada pela Secom como beneficiária de R$ 40 mil por quatro vídeos, contestou o valor, mas não informou o montante correto. Os demais citados não se manifestaram.

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