
BRASÍLIA, 17 de agosto de 2026 — O governo do presidente Lula investiu R$ 278,3 bilhões em ações com forte apelo eleitoral. O dado é do jornal O Estado de S. Paulo, que criou um painel digital para monitorar os gastos.
O montante inclui financiamentos habitacionais, subsídios para caminhoneiros e motoristas de aplicativo, além de programas sociais como o Pé-de-Meia e o Gás do Povo.
A lista de benefícios também contempla a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil por mês. Além disso, o governo usou fundos públicos para o programa Desenrola Brasil.
Outra medida foi transferir o custo da gratuidade do Luz do Povo para a conta de energia das famílias com maior renda. Por isso, parte das ações foge do Orçamento federal tradicional.
Em julho, durante uma agenda no Rio Grande do Norte, Lula criticou as regras eleitorais. Ele chamou a legislação de “papagaiada desgraçada”. A lei proíbe doações, repasse de emendas e a presença de autoridades em inaugurações durante o período de campanha. O presidente já havia feito críticas semelhantes em outros eventos.
A equipe econômica defende os gastos e nega prejuízo às contas públicas. O ministro do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que as verbas foram aprovadas pelo Congresso. Ele disse que é importante discutir o retorno dos investimentos.
Estudos da pasta indicam que os incentivos geram R$ 110,9 bilhões no Produto Interno Bruto. Além disso, calculam a abertura de 1,9 milhão de empregos e um ganho de R$ 45,4 bilhões na arrecadação.







