
BRASÍLIA, 21 de outubro de 2026 — O presidente Lula defendeu, nesta segunda (19), as saídas temporárias de presos, conhecidas como “saidinhas”. Durante sabatina ao SBT News, ele justificou o veto feito em abril de 2024 à restrição do benefício e afirmou que presos têm direito ao convívio familiar.
Lula disse que o sistema prisional deve buscar a recuperação dos detentos. Segundo ele, casos isolados não justificam retirar o benefício de centenas de pessoas. “Não podemos, por causa de dois ou três, punir centenas de pessoas”, declarou o presidente durante a entrevista.
O tema também apareceu no debate da Band, no domingo (18). Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, criticou as saidinhas e citou o assassinato de Renata Telles, ocorrido na véspera do Natal de 2023. Segundo ele, o crime foi cometido por um preso que havia deixado a prisão no período natalino.
Além disso, Lula defendeu que a gravidade do crime seja considerada antes da liberação. Para o presidente, autores de crimes hediondos, como estupro, não devem receber o benefício. Ele também defendeu reduzir a maioridade penal para 16 anos nesses casos e afirmou que mudou de opinião sobre o assunto.
Por fim, Lula reafirmou que pretende criar um Ministério da Segurança Pública após a aprovação da PEC da área pelo Congresso. Ele também propôs transformar 138 presídios estaduais onde atuam PCC e Comando Vermelho em unidades de segurança máxima.










