
MARANHÃO, 10 de junho de 2026 — O presidente Lula liberou R$ 16,1 bilhões em emendas parlamentares em maio. Esse foi o maior valor mensal do seu governo. Os dados estão na plataforma Siga Brasil, do Senado. A informação foi divulgada pela Folha de S.Paulo.
O governo fez os repasses para conseguir votos a favor da PEC que acaba com a escala 6×1. Além disso, precisava cumprir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026. A lei exige que 65% das emendas obrigatórias sejam pagas no primeiro semestre. Portanto, a pressa serve para agradar prefeitos aliados antes das eleições.
A liberação aconteceu em momentos estratégicos. No dia 12 de maio, o governo pagou R$ 3,4 bilhões. Naquele dia, a Câmara ajustava o texto da PEC sobre a jornada de trabalho. Então, no dia 27 de maio, véspera da votação, mais R$ 2,9 bilhões foram repassados. O projeto agora vai para o Senado.
Do total de maio, R$ 11,2 bilhões saíram de emendas individuais. Outros R$ 3,3 bilhões vieram de bancadas estaduais. Lula também usou emendas de comissão. A Comissão de Assuntos Sociais do Senado recebeu R$ 888 milhões.
A Comissão de Saúde da Câmara recebeu R$ 354 milhões. Os senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Giordano (MDB-SP) foram os que mais ganharam: R$ 65 milhões e R$ 61 milhões, respectivamente.
Em abril, o governo havia repassado apenas R$ 1,4 bilhão. Por isso, maio representa um grande salto. Para cumprir a LDO, o Planalto ainda precisa liberar R$ 24,5 bilhões até o fim de junho.
Parlamentares usam esse dinheiro para garantir o chamado “voto de estrutura”. Ou seja, obras financiadas por emendas viram moeda de troca para ter apoio de prefeitos na reeleição.
O recorde de maio fica atrás apenas de junho de 2022, no governo Bolsonaro. Naquela época, o ex-presidente repassou R$ 17,8 bilhões (valor corrigido pela inflação).







