
BRASÍLIA, 13 de maio de 2026 — O governo Lula ampliou nos últimos meses uma série de medidas econômicas. Essas iniciativas devem movimentar cerca de R$ 140 bilhões em 2026. O pacote reúne expansão de crédito, mudanças tributárias, uso do FGTS e programas sociais voltados ao aumento do consumo.
As iniciativas avançam em meio a desaceleração da economia. Além disso, a inflação persistente e os juros elevados marcam o cenário atual. O Palácio do Planalto intensificou programas que colocam mais dinheiro em circulação.
Entre as principais medidas está a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda. Quem recebe até R$ 5 mil mensais não pagará o tributo. O impacto estimado dessa medida é de R$ 31 bilhões.
O governo também ampliou linhas de crédito para caminhoneiros e empresas do setor de transporte. Essa ação ocorre por meio do programa Move Brasil. O montante disponível é de R$ 21,2 bilhões para compra de caminhões, ônibus e demais veículos pesados.
O pacote inclui ainda mudanças no crédito consignado privado. Há também a expansão do Desenrola 2.0. Outra medida é o uso do FGTS para abatimento de dívidas. Novas modalidades de financiamento imobiliário completam o pacote.
As medidas que aumentam a oferta de crédito visam estimular o consumo em diferentes setores da economia. No entanto, o Banco Central (BC) mantém juros elevados para tentar conter a inflação. A ampliação da circulação de dinheiro e do crédito pode dificultar o controle dos preços.
O governo também expandiu programas voltados à população de baixa renda. Dois exemplos são o Luz do Povo e o Gás do Povo. Essas iniciativas preveem descontos e gratuidade parcial em contas de energia elétrica e botijão de gás. As famílias inscritas no CadÚnico são as beneficiadas.
Levantamento do BTG Pactual revela que as medidas já provocaram revisão nas projeções econômicas. A estimativa de inflação subiu de 4,7% para 4,9%. Esse valor está acima da meta perseguida pelo BC.







