
MARANHÃO, 12 de agosto de 2026 — O jornalista Luís Pablo acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de violar o sigilo da sua fonte. A declaração ocorreu nesta terça (11), depois de Moraes autorizar uma busca e apreensão contra o informante no Maranhão. O repórter afirmou que a medida tenta criminalizar o seu trabalho.
A Constituição Federal garante a proteção do sigilo da fonte jornalística. Por isso, Luís Pablo criticou duramente a quebra dessa garantia. Ele também contestou o uso de dados da sua vida pessoal na investigação. Segundo ele, esses fatos privados não têm relação com o seu trabalho de repórter.
A operação mirou Raimundo Cutrim, ex-secretário de Estado do Maranhão. A Polícia Federal aponta Cutrim como a fonte de Pablo em reportagens que denunciaram o uso irregular de carros oficiais do Tribunal de Justiça.
Esses veículos teriam beneficiado familiares do ministro Flávio Dino. A PF pediu a medida ao STF, e a Procuradoria-Geral da República concordou.
Em março, a própria PF já havia cumprido busca e apreensão contra Luís Pablo. Os agentes levaram celulares, um HD e um computador dele. Em abril, devolveram todo o material.
Na nota, o Pablo lembrou que a denúncia principal sobre os carros oficiais foi comprovada pela reportagem. Ele reforçou que investigar fatos de interesse público não é crime.
A defesa de Cutrim afirmou que ainda não viu os autos do processo. O advogado José Berilo registrou preocupação com a exposição de uma fonte jornalística. O caso tramita em segredo no STF.







