
ITÁLIA, 1º de julho de 2026 — A Corte Suprema de Cassação anulou, nesta quarta (1º), a decisão que autorizava a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli ao Brasil, determinando que o caso retorne à instância inferior para um novo julgamento.
A anulação aconteceu no processo sobre a invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Por enquanto, os juízes não explicaram os motivos da decisão. Eles devem publicar a justificativa nos próximos dias.
Zambelli disse que está contente com a notícia. Ela aguarda uma nova audiência. Desta vez, o assunto é outro: o pedido de extradição por causa da condenação por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal.
A defesa da ex-deputada tinha pedido a suspeição da Corte de Apelação. Os advogados afirmaram que o colegiado não conduziu o processo de forma correta. Eles disseram que a corte não ouviu testemunhas e não pediu documentos importantes.
O novo pedido de extradição foi enviado pela Advocacia-Geral da União (AGU) em 11 de junho. Ele tem como base a condenação do Supremo Tribunal Federal (STF) por um episódio nas eleições de 2022. Na ocasião, Zambelli sacou uma arma durante uma discussão em São Paulo. A pena foi de cinco anos e três meses de prisão.
Este é o segundo pedido de extradição feito pelo governo brasileiro. O primeiro, sobre o caso do CNJ, chegou a ser autorizado pela Corte de Apelação de Roma. Mas, em 22 de maio, a Corte Suprema anulou essa autorização.
O motivo foi uma possível falta de imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes no julgamento do STF. Ele seria ao mesmo tempo juiz e vítima no processo.
Com isso, Zambelli, que estava presa em Roma desde julho de 2025, foi solta. A defesa dela no Brasil chama o novo pedido de extradição de “manobra jurídica”.
O advogado Fabio Pagnozzi disse que, se ela voltar ao Brasil, ficará sob risco de ficar sujeita a outros processos nas mãos de Moraes.







