
ITÁLIA, 12 de junho de 2026 — A Corte Suprema de Cassação da Itália divulgou um documento nesta sexta (12). Ele explica os motivos para anular a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. Segundo os magistrados italianos, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agiu com parcialidade.
Moraes acumulou diferentes funções no processo. Ele atuou como juiz do colegiado julgador. Ao mesmo tempo, foi considerado uma pessoa prejudicada por um dos crimes atribuídos a Zambelli. A Justiça italiana afirma que isso contraria princípios de imparcialidade e independência judicial.
Portanto, a corte entendeu que esse “acúmulo de funções” gerou uma “violação macroscópica” da imparcialidade objetiva de Moraes. Isso contaminou todo o processo no Brasil. Então, a extradição se tornou inviável.
No Brasil, Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de reclusão e 200 dias de multa. Os crimes são acesso abusivo a sistema informático e falsidade ideológica.







