
MARANHÃO, 14 de agosto de 2026 — O Instituto Veritá teve pesquisas eleitorais suspensas ou proibidas pela Justiça Eleitoral em 18 Estados ao longo de 2026. As decisões apontam problemas na metodologia, falta de transparência e, no Amazonas, suspeita de duplicação de dados.
Só em 12 de agosto, os Tribunais Regionais Eleitorais do Rio Grande do Norte e de Sergipe impediram a divulgação de pesquisas. Os tribunais identificaram diferenças entre as amostras e o perfil do eleitorado dos dois Estados.
Em Sergipe, 31,1% dos entrevistados declararam ter ensino superior completo ou incompleto. O índice supera os 19,2% apontados pela PNAD Contínua de 2025 e também os 12,82% registrados pelo Tribunal Superior Eleitoral.
No Rio Grande do Norte, o Veritá informou que 34% da amostra tinha ensino superior. Esse grupo representa 13,73% do eleitorado estadual. Além disso, 25% da amostra estava na faixa de maior renda, índice considerado elevado pela Justiça.
Outras decisões questionaram a forma de coleta das entrevistas por telefone. Nos processos do Piauí, Amazonas e Pernambuco, a Justiça apontou falta de informações sobre a origem, seleção e abordagem dos contatos usados pelo instituto.
O caso mais grave ocorreu no Amazonas. Uma análise contratada pelo PSD encontrou cerca de 380 pares consecutivos de linhas idênticas em uma planilha com 1.220 entrevistas. Segundo o processo, 62% da amostra apresentava dados duplicados.
Também houve questionamentos no Espírito Santo, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Tocantins. As decisões analisaram problemas na distribuição das entrevistas, questionários, identificação de candidatos e informações sobre a metodologia.
O Veritá afirma ao Tribunal Superior Eleitoral que utiliza o método probabilístico de Probabilidade Proporcional ao Tamanho. O proprietário do instituto, Adriano Silvoni, contestou as decisões e afirmou que o instituto mantém uma metodologia sólida.







