
TIMON, 17 de junho de 2026 — A Justiça do Maranhão revogou a prisão preventiva de Alberto Luiz Freitas Monção, de 49 anos. Ele é ex-diretor adjunto de uma creche municipal em Timon e investigado por estupro de vulnerável. As vítimas são crianças de 2 a 3 anos. A decisão saiu no dia 27 de maio, e ele estava preso desde então.
O juiz Rogério Monteles, da 1ª Vara Criminal de Timon, tomou a decisão. Ele entendeu que o Ministério Público demorou para apresentar a denúncia. O prazo legal foi ultrapassado, e a prorrogação pedida não foi aceita pelo juiz. Por isso, ele determinou a soltura do investigado.
Apesar de responder em liberdade, Alberto terá que cumprir medidas cautelares. A Justiça entendeu que esses cuidados são suficientes para controlar os riscos do caso. Então, ele não precisa ficar preso durante o processo.
A Polícia Civil investiga se seis crianças foram vítimas de violência sexual na Creche Municipal Vila João Reis. O caso começou com uma criança de 3 anos. Um laudo pericial confirmou a violência. Depois da prisão do ex-diretor, outras mães procuraram a Delegacia Especial da Mulher de Timon.
A delegada Lorena Alves contou que algumas mães queriam saber se os filhos apareciam nas imagens das câmeras. Outras registraram boletim de ocorrência, e as crianças passaram por perícia. Há relatos de meninos com mudanças de comportamento e duas meninas com possíveis sinais físicos.
As câmeras da creche mostram o ex-diretor levando uma vítima e outra criança para um depósito isolado. Elas ficaram lá por alguns minutos. A suspeita é que ele retirava crianças da sala com frequência, dizendo que ia entregar brinquedos ou deixar usar celular.
Outros funcionários foram ouvidos como testemunhas, mas isso pode mudar. A delegada disse que ainda vai apurar quem sabia ou se omitiu. As imagens devem ajudar a identificar datas e horários. A investigação segue em sigilo para proteger as vítimas.
A Prefeitura de Timon exonerou Alberto e afastou toda a direção da creche. O município decretou intervenção imediata na unidade. A creche atende 205 crianças e as aulas voltam na segunda (1º). Uma psicóloga vai acompanhar funcionários e dar apoio aos pais.
A secretária de Educação informou que o servidor trabalhava há 11 anos e não tinha denúncias anteriores. As famílias recebem acompanhamento jurídico, psicológico e social.
Órgãos responsáveis também estão dando suporte às vítimas e a outras famílias que precisam de ajuda.







