
BRASÍLIA, 07 de agosto de 2026 — A primeira-dama Janja Lula da Silva pediu a retirada do Discord do ar na quinta (6). A declaração gerou reações imediatas de parlamentares e opositores. Eles criticaram tanto a proposta quanto a participação de Janja em debates de políticas públicas.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) comparou o pedido a outras ações do governo Lula. “Nunca é pra bloquear celular em presídio, é sempre pra banir alguma rede social”, escreveu. Ele ainda disse que a medida pode não agradar o público jovem em ano eleitoral.
O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) questionou a legitimidade de Janja. “Quem votou nela?”, perguntou. Ele argumentou que tirar o Discord do ar não impede criminosos. “Eles só vão trocar de plataforma”, afirmou. Por isso, chamou a proposta de absurda.
O deputado Rubinho Nunes (União Brasil-SP) também criticou a ideia. Para ele, o governo deveria combater criminosos e endurecer penas. “A esquerda é especialista em censura”, publicou. Ele ainda reclamou que Janja virou “porta-voz da segurança pública”.
O partido Novo se manifestou contra a suspensão. A legenda defendeu a punição individual de quem comete crimes. “Ordenar a desativação de uma rede social é coisa de ditadura”, afirmou em nota.
O candidato à Presidência Renan Santos publicou um vídeo contestando Janja. Ele citou o caso de uma adolescente de 13 anos morta durante uma sessão no Discord. Porém, lembrou que golpes e pedofilia também ocorrem em outras redes.
Então, disse que o foco deve ser prender criminosos, não bloquear plataformas. Ele concluiu que Janja só quer “mostrar poder” e “demonstrar que é influente”.







