TERREMOTO ECONÔMICO

Inflação alta pela 8ª vez e abre nova crise no governo Lula

Andre Reis
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Inflação Lula
Projeções para inflação de 2026 subiu para 4,89% no mais recente boletim divulgado. Taxa supera o teto de 4,5% estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.

BRASÍLIA, 04 de maio de 2026  O boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda (4) trouxe a oitava alta consecutiva para o IPCA de 2026. A mediana das projeções passou de 4,86% para 4,89%. Há quatro semanas, a estimativa era de 4,36%. O novo número coloca a inflação projetada acima do teto da meta de 4,5%.

O resultado aprofunda o mal-estar econômico no governo Lula. A divulgação ocorre em ano eleitoral, a seis meses das eleições presidenciais. O acumulado de revisões para cima desde o início do ano resulta de pressões estruturais. O governo não conseguiu conter esses fatores.

A taxa Selic projetada para 2026 foi mantida em 13% ao ano. Essa é a segunda semana consecutiva de estabilidade. Para 2027, a expectativa continuou em 11%. Em 2028, a mediana das projeções permaneceu em 10% ao ano pela 15ª semana seguida.

Para 2029, houve leve alta para 10%. Dessa forma, o mercado passou a ver juros em dois dígitos no longo prazo.

O dólar projetado para o fim de 2026 recuou para R$ 5,25. Essa é a terceira queda consecutiva da moeda. Há quatro semanas, a projeção havia chegado a R$ 5,40.

No caso do IGP-M, a projeção para 2026 avançou para 5,50%. Esse índice registrou a nona semana consecutiva de alta. Para 2027, a estimativa ficou em 4,00%, estável há 11 semanas. Entre os preços administrados, a expectativa para 2026 foi mantida em 4,98%.

A previsão de crescimento do PIB em 2026 foi mantida em 1,85%. Para 2027, a estimativa foi reduzida de 1,80% para 1,75%. Essa foi a primeira queda após um período de estabilidade.

As pressões estruturais incluem o impacto da guerra no Irã sobre o petróleo. Há também a alta do querosene de aviação. Além disso, o endividamento das famílias atingiu níveis recordes. O quadro atual entrelaça inflação acima da meta e juros altos.

O cenário combina endividamento familiar recorde e crescimento abaixo de 2%.

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