
MARANHÃO, 27 de abril de 2026 — Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Maranhão aderiram à greve servidores federais iniciada em fevereiro e ampliada nos meses seguintes. A paralisação foi formalizada em 9 de março pelo SINTEMA, no Maranhão, devido ao não cumprimento integral de acordo firmado com o governo em 2024.
A greve servidores federais na UFMA integra um movimento nacional que já alcança 54 instituições de ensino superior. Segundo a Fasubra Sindical, a mobilização reúne 37 entidades representativas. Além disso, o Nordeste concentra 15 instituições paralisadas.
Na UFMA, a greve servidores federais afeta principalmente atividades administrativas. O atendimento interno apresenta redução, assim como os serviços de secretaria e setores de apoio. Dessa forma, o funcionamento de áreas como bibliotecas ocorre de forma parcial, conforme o nível de adesão.
Apesar da paralisação, as aulas seguem mantidas na universidade. No entanto, a rotina institucional sofre alterações devido à ausência de parte dos servidores. Por isso, estudantes e professores enfrentam mudanças no acesso a serviços administrativos essenciais.
Os trabalhadores afirmam que pontos do acordo firmado em 2024 não foram executados integralmente. Entre as principais demandas estão a reestruturação da carreira, reajustes salariais e a ampliação da jornada de 30 horas semanais. Além disso, a categoria também se posiciona contra a Reforma Administrativa.
NEGOCIAÇÕES E POSIÇÃO DO GOVERNO
O Ministério da Educação informou que reconhece o direito de greve e mantém diálogo com os servidores. O governo destacou que o acordo de 2024 já resultou em medidas como reestruturação de carreira e reajustes previstos para 2025 e 2026.
O Executivo mencionou avanços na Lei nº 15.367/2026, como o Reconhecimento de Saberes e Competências. O Ministério da Gestão e Inovação afirmou que parte das demandas foi atendida e que as negociações seguem em andamento.
Por fim, a Fasubra orienta a realização de assembleias entre o fim de abril e o início de maio.







