
VENEZUELA, 08 de junho de 2026 — Em meio ao novo cenário político na Venezuela, uma delegação oficial do governo Lula prepara-se para desembarcar em Caracas entre os dias 15 e 18 deste mês. A visita, conforme a revista Veja, ocorre sob sigilo e envolve autoridades do Ministério da Agricultura e do Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty).
A motivação principal da missão é fortalecer laços comerciais e discutir oportunidades de negócios no país vizinho, atualmente sob comando provisório de Delcy Rodriguez. Ela assumiu o poder depois da prisão do ex-ditador Nicolás Maduro por militares dos Estados Unidos, no início de 2026.
Entre os participantes está um representante do Departamento de Negociações Não-Tarifárias e de Sustentabilidade, vinculado à Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da Agricultura.
A coordenação cabe à Secretaria de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores.
A entrada em vigor da decisão dos Estados Unidos de incluir o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), na última sexta-feira, 5, na lista de organizações terroristas provocou apreensão nas autoridades brasileiras, que acompanham os desdobramentos dessa medida. A informação é do portal g1, da Rede Globo.
Diplomatas e especialistas em segurança avaliaram, ao blog da jornalista Andréia Sadi, três possibilidades para os próximos passos do governo norte-americano. O primeiro cenário considera que a decisão tenha impacto meramente simbólico, sem implicações práticas relevantes para o Brasil.
Outro cenário, inspirado em ações anteriores dos EUA contra a Venezuela, prevê a adoção de bloqueios de ativos, apreensões e operações contra embarcações suspeitas de ligação com o crime organizado. Tal probabilidade elevou o alerta no setor de segurança.
O maior receio, no entanto, recai sobre a possibilidade de sanções financeiras semelhantes às aplicadas a bancos do México. Tais órgãos financeiros sofreram acusações de facilitação de lavagem de dinheiro por cartéis.
O temor é que pessoas, empresas ou estruturas suspeitas sofram restrições econômicas.







