
BRASIL, 10 de junho de 2026 — O governo Lula não cumpriu nenhuma meta de prazo para liberar aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) no ano passado. A informação está no relatório que o próprio Palácio do Planalto enviou ao Tribunal de Contas da União.
O plano do governo previa no máximo 101 dias para aprovar o BPC de idosos e pessoas com deficiência de baixa renda. Na prática, a espera chegou a 254 dias no final do ano. Já as aposentadorias e pensões comuns tinham meta de 44 dias, mas levaram em média 62 dias. Por isso, cerca de 3 milhões de brasileiros ficaram travados na fila.
O governo alegou que problemas técnicos e falta de médicos peritos causaram os atrasos. Além disso, o INSS precisou parar o sistema para atualizar regras e investigar fraudes em descontos indevidos.
A crise levou à demissão do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. A nova chefe, Ana Cristina Viana Silveira, recebeu ordem de resolver tudo em até 45 dias. Então, o governo autorizou bônus extras para médicos que analisarem mais pedidos.
Os gastos com a Previdência já passam de R$ 1 trilhão por ano. Para este ano, a previsão subiu R$ 14,1 bilhões para o BPC e R$ 11,5 bilhões para aposentadorias.
O governo precisou bloquear verbas de emendas e ministérios.







