
COROATÁ, 23 de julho de 2026 — O Ministério Público do Maranhão (MPMA) abriu dois inquéritos civis para investigar supostas irregularidades na gestão anterior da Prefeitura de Coroatá.
As apurações envolvem descontos de empréstimos consignados, contratação de professores e transparência pública. As portarias foram publicadas no Diário Eletrônico do MP e determinam a coleta de documentos para esclarecer os fatos.
No primeiro caso, o MP investiga a suspeita de que a prefeitura descontou parcelas de empréstimos consignados dos salários dos servidores entre 2017 e 2024, mas não repassou os valores ao Banco Bradesco.
A dívida apontada é de R$ 65.311,84, referente aos meses de junho e novembro de 2024. A investigação cita o ex-prefeito Luis da Amovelar Filho e o ex-secretário de Finanças Martinho Alves Urbano Filho.
O Ministério Público determinou que o atual prefeito e a Procuradoria do Município enviem, em até 20 dias, o convênio firmado com o banco e documentos que comprovem o destino dos valores descontados entre junho e dezembro de 2024.
Além disso, o Bradesco deverá apresentar uma planilha atualizada da dívida e informar quais servidores podem ter sido prejudicados.
O segundo inquérito apura supostas irregularidades no processo seletivo simplificado para contratação de professores.
A investigação começou após representação do vereador Daniel Sousa da Silva, que apontou possível falta de critérios objetivos, favorecimento de candidatos, falhas na divulgação dos resultados e inconsistências nas pontuações.
O MP também investiga a ausência da folha de pagamento dos servidores no Portal da Transparência. Se forem confirmadas irregularidades, os casos poderão resultar em medidas judiciais e ações por improbidade administrativa.







