INVISÍVEIS

Fortuna tem denúncias de servidora fantasma e supersalário

Andre Reis
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Fortuna fantasma
Promotoria apura denúncias de servidora fantasma, professores sem exercer funções e pagamento acima do teto a médico na prefeitura de Fortuna.

FORTUNA, 05 de agosto de 2026  O Ministério Público do Maranhão abriu três investigações contra a prefeitura de Fortuna. As suspeitas envolvem servidores fantasmas, professores irregulares e salários acima do teto constitucional. As portarias foram assinadas pelo promotor Rodrigo Ronaldo Martins Rebelo da Silva em 31 de julho e publicadas no dia 3 de agosto.

A primeira apuração investiga a servidora Soraia Araújo Silva. Ela ocupa o cargo de diretora de Departamento na prefeitura. Porém, uma denúncia à Ouvidoria afirma que ela trabalha como secretária particular da Primeira-Dama em um escritório privado.

A prefeitura diz que Soraia atua no setor de Recursos Humanos. Então, o promotor determinou visitas sem aviso prévio ao local para confirmar se ela realmente trabalha lá. Além disso, o MP recomendou à prefeitura que implante um sistema de controle de frequência para todos os servidores, inclusive os comissionados.

A segunda investigação apura se quatro professoras da rede municipal de Fortuna recebem salário sem dar aulas. As servidoras são Maria da Nuciação Gomes da Silva, Regina Pereira Calado, Maria Rosângela Borges de Sousa e Samara Gomes Barbosa.

Segundo as denúncias, elas podem estar usando terceiros para ministrar as aulas em seus lugares. O MP confirmou que os vínculos e os pagamentos existem. Por isso, o promotor determinou inspeções presenciais nas escolas, também sem aviso prévio, para verificar se elas realmente exercem as funções.

A terceira investigação apura o médico plantonista Waldenilson Silva Moraes. Ele teria recebido um salário líquido de quase R$ 40 mil. Esse valor pode ultrapassar o teto constitucional, que é o subsídio do prefeito.

O MP pediu à prefeitura as fichas financeiras do médico, mas não houve resposta no prazo. Então, o promotor determinou novas diligências. Ele vai consultar o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde e o Portal da Transparência. Também vai pedir a lei que fixa o salário do prefeito para comparar os valores.

Caso as irregularidades sejam confirmadas, os procedimentos podem virar inquéritos civis. Isso pode resultar em medidas judiciais ou administrativas contra a prefeitura.

As três investigações fazem parte do trabalho do MP para fiscalizar a Prefeitura de Fortuna e evitar o desperdício de dinheiro público.

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