
BRASÍLIA, 16 de setembro de 2026 — A Federação Maranhense de Futebol (FMF) segue sob intervenção judicial na reta final de 2026, mais de um ano após o afastamento da antiga diretoria. A entidade continua administrada por uma junta interventora, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a disputa sobre o comando da Federação.
A intervenção começou em 4 de agosto de 2025, por decisão do juiz Douglas de Melo Martins, após pedido do Ministério Público do Maranhão. A medida afastou a diretoria presidida por Antônio Américo e também retirou o Instituto Maranhense de Futebol da administração da entidade.
A Justiça nomeou Susan Lucena para administrar provisoriamente a FMF. Relatórios da intervenção apontaram saques de cerca de R$ 88 mil em seis dias e transferências entre a Federação e o IMF. Além disso, registraram contas negativas e dívidas superiores a R$ 2 milhões com a União e o FGTS.
O processo chegou ao STF e passou à relatoria do ministro Flávio Dino. A CBF afirmou que a continuidade da intervenção poderia gerar sanções da FIFA e da Conmebol por possível interferência judicial. Mesmo assim, o Supremo ainda não apresentou uma decisão final sobre o caso.
Inclusive, o mandato de Antônio Américo termina em dezembro de 2026. Até agora, não há definição no processo sobre novas eleições. Clubes, ligas e dirigentes aguardam orientações sobre a transição para uma administração permanente.
Enquanto isso, a junta interventora continua no comando da FMF.







