
BRASÍLIA, 21 de setembro de 2026 — O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou neste domingo (20) que parte das críticas contra ele tem “preconceito regional” de “matriz racista”. Em publicação no Instagram, Dino disse perceber ataques à sua origem maranhense em textos publicados por jornais.
Sem citar os veículos, o ministro mencionou expressões usadas para descrevê-lo, como “jurista de província” e referências à sua “oratória” de província. Segundo Dino, essas manifestações também tentam desqualificar seu conhecimento sobre Aristóteles e outros pensadores.
Flávio Dino afirmou que estudou Aristóteles na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e durante o mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Além disso, rebateu críticas às referências filosóficas feitas de improviso durante sessões do Supremo.
O ministro reconheceu que sua função pública o coloca sob debate e críticas. Porém, afirmou que considera necessário apontar manifestações que, em sua avaliação, ultrapassam limites legais e atingem a dignidade e a decência.
Dino também disse que continuará usando referências que considerar pertinentes, como a Constituição, leis, Aristóteles, Max Weber e Thomas Hobbes.







