
BRASILIA, 14 de agosto de 2026 — O Partido Liberal (PL) registrou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República na noite de quinta (13). O pedido foi feito no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) será o vice na chapa.
O registro só foi possível depois que a Justiça resolveu um problema. Mais cedo, o PL não conseguiu inscrever o senador porque ele aparecia como filiado a outro partido. Esse partido se chama Missão e é ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL). Renan Santos, do Missão, também disputa o Planalto.
A equipe do PL chegou a suspeitar de ataque hacker ao sistema do TSE. Mas o tribunal descartou essa possibilidade. Em nota, o TSE explicou que a filiação de Flávio ao Missão foi feita por um representante do partido.
Então, a Justiça Eleitoral agiu e, no meio da tarde, o presidente do TSE, Nunes Marques, determinou a anulação do vínculo com o Missão. Com isso, a filiação de Flávio ao PL foi restabelecida. O registro da candidatura pôde seguir normalmente.
Além disso, Nunes Marques abriu um inquérito para investigar a falsa filiação. A Polícia Judiciária vai apurar o caso. O presidente do TSE também enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral para que tome providências.
Uma reportagem mostrou que a filiação indevida aconteceu por causa da automatização do Missão e do TSE. O partido aceita inscrições de qualquer eleitor e repassa os dados sem checar a identidade da pessoa.
Outros partidos têm medidas de segurança. Por exemplo, o PL pede foto com documento. O União Brasil exige carta. O PT usa travas para bloquear ações suspeitas.







