CONFIRMOU

Flávia Berthier assume que marido é réu em ações por invasão

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Vereadora Flávia Berthier confirmou denúncias do jornalista e tentou minimizar ações contra o marido.

A vereadora Flávia Berthier (PL-MA) suas redes sociais para confirmar que o marido, Luís Carlos Barros Cunha, é réu em vários processos acusado de invasão de terras. A publicação foi divulgada após o jornalista revelar uma série de processos em que Cunha figura como réu. Berhier é conhecida por se apresentar como representante da chamada direita conservadora no Maranhão.

A reação de Flávia Berthier após a exposição da conduta do marido veio por meio de um comunicado jurídico.

O caso ganhou repercussão após o jornalista José Linhares Jr. afirmar que Luiz Carlos Barros Cunha é réu em diversas ações judiciais, sem mencionar condenações. O comunicado foi divulgado pela banca Santana Azevedo & Bastos, que representa Luiz Carlos. No texto, os advogados contestam a divulgação dois processos e afirmam que não há condenações criminais contra o marido da vereadora.

A nota detalha processos judiciais e alega que as acusações são falsas. Contudo, não nega o fato principal da denúncia: Luis Carlos Barros Cunha ser réu em ações por invasão movidas por pessoas e organizações distintas.

TROCA DE OFENSAS

O primeiro vídeo divulgado pelo jornalista José Linhares Jr. apresenta uma versão que contesta a narrativa pública feita pela vereadora Flávia Berthier sobre um suposto ataque contra ela. O jornalista demonstra em vídeos e prints que não houve atentado contra a parlamentar, mas sim uma reação a conversa privada entre ele e a filha da vereadora.

A troca de mensagens teve início com uma abordagem agressiva por parte da filha da vereadora. Linhares foi alvo de xingamentos, acusações de chantagem e insinuações, o que contraria a ideia de que teria iniciado as ofensas contgra Berthier.

Além disso, o jornalista também provou que a divulgação do episódio pela vereadora teria omitido partes da conversa, o que, na avaliação apresentada por ele, alterou o contexto original. Para Linhares, a versão pública transformou o caso em um episódio de vitimização que não corresponde ao conteúdo integral das mensagens.

O vídeo também reúne prints da conversa e exibe trechos considerados ofensivos entre as partes. A partir desse material, o jornalista reforça que recebeu a abordagem inicial de forma hostil, conforme sua interpretação dos fatos.

Linhares afirma ainda que mantém suas críticas políticas à vereadora. Ele declara que suas opiniões não estão relacionadas apenas ao episódio das mensagens, mas à atuação pública da parlamentar. Ainda reforçou que não pretende recuar diante das declarações feitas.

O titular do blog destacou que, em sua avaliação, o ponto mais relevante do caso não é o uso de linguagem ofensiva, mas a divergência entre as versões apresentadas publicamente. Ele afirma que a controvérsia envolve a forma como os fatos foram expostos ao público, o que motivou a divulgação do vídeo e a repercussão nas redes sociais.

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MARIDO RÉU EM VÁRIAS AÇÕES

No segundo vídeo, o jornalista José Linhares Jr. aprofunda as críticas à vereadora Flávia Berthier ao abordar a repercussão de uma troca de mensagens privadas. Ele afirma que a parlamentar reagiu publicamente a um palavrão utilizado em conversa direta, transformando o episódio em um discurso na tribuna da Câmara Municipal.

Segundo Linhares, a vereadora classificou o caso como um ataque que ultrapassaria sua figura pessoal, atingindo instituições e outras mulheres. No entanto, o jornalista contrapõe essa reação ao destacar que a discussão ocorreu em ambiente privado e que situações semelhantes são comuns em interações digitais.

O vídeo introduz outro ponto central: Linhares afirmou que Luiz Carlos Barros Cunha figura como réu em diversos processos relacionados a disputas de terra ao longo dos últimos anos. Segundo ele, diferentes pessoas recorreram à Justiça com reclamações semelhantes, envolvendo conflitos possessórios.

Além disso, Linhares utilizou a expressão “ladrão de terra” em referência ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao comentar o contexto das acusações. Ele também citou um caso específico envolvendo denúncia de invasão de terreno, conforme registros processuais mencionados em sua fala.

Ainda conforme o vídeo, outros episódios mencionados incluem derrubada de cercas, quebra de cadeados e intervenções que teriam exigido medidas judiciais, como autorização para uso de força policial. Linhares afirma que esses registros constariam em processos ao longo dos anos.

A partir disso, o jornalista estabelece um contraste entre a reação pública da vereadora ao uso de linguagem ofensiva e as acusações envolvendo seu marido. Ele argumenta que há diferença entre conflitos verbais e situações descritas em ações judiciais.

O jornalista destacou ainda que suas declarações se referem à existência de ações judiciais, sem afirmar condenações. Ele apresentou episódios ao longo do tempo e afirmou que os casos estariam documentados em processos judiciais, reforçando que várias denúncias foram formalizadas.

POSIÇÃO DA DEFESA

Em resposta, os advogados divulgaram comunicado oficial no qual afirmam que as acusações atribuídas ao cliente não possuem respaldo judicial. Segundo a defesa, um dos processos mencionados teve sentença anulada pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, sem análise de mérito.

Outro processo citado, ainda em tramitação, possui natureza exclusivamente civil e não envolve imputação criminal, conforme a nota. Os advogados também apontam que uma terceira ação foi julgada improcedente, com decisão judicial indicando ausência de invasão, ilícito ou irregularidade.

O documento ressalta que não há, em nenhum dos processos citados, acusação de agressão contra mulher. Dessa forma, os advogados sustentam que as publicações nas redes sociais configuram imputações falsas e informam que adotaram medidas judiciais para responsabilização dos autores.

A defesa informou que ingressou com queixa-crime por crimes contra a honra, além de pedidos de remoção de conteúdos e retratação pública.

Também foram solicitadas medidas cautelares para impedir novas publicações consideradas ofensivas.

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