
BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — O comprometimento financeiro das famílias brasileiras atingiu 49,9% em fevereiro, conforme o Banco Central. Esse índice representa um novo recorde histórico da instituição.
O dado foi divulgado nesta segunda (27). O aumento foi de 0,1 ponto porcentual no mês. Além disso, houve alta de 1,3 ponto porcentual nos últimos 12 meses.
Paralelamente, a fatia da renda familiar comprometida com dívidas chegou a 29,7% em fevereiro. Esse porcentual teve elevação de 0,2 ponto porcentual no mês. A alta foi de 1,9 ponto porcentual em 12 meses. Dessa forma, o relatório indica aumento expressivo da pressão financeira sobre as famílias.
Em março, a inadimplência total no Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,3%. Esse índice apresentou recuo mensal de 0,1 ponto porcentual. No entanto, a taxa subiu 1 ponto na comparação com março do ano anterior. Na divisão por perfil, empresas marcaram taxa de 2,7%. Pessoas físicas, por sua vez, ficaram em 5,3%.
Além disso, o relatório evidencia que os créditos com recursos livres tiveram leve queda na inadimplência. Nessa modalidade, bancos e clientes negociam diretamente as condições. A taxa atingiu 5,7% em março, com recuo de 0,1 ponto porcentual.
No mês de março, o crédito ampliado para o setor não financeiro avançou para R$ 21 trilhões. Esse valor corresponde a 162,3% do Produto Interno Bruto. O Banco Central atribui esse resultado principalmente à redução de 3,1% nos títulos públicos.
Por outro lado, a taxa de juros do cartão de crédito rotativo caiu 7,6 pontos porcentuais em março. O índice chegou a 428,3% ao ano. O juro do cartão parcelado também diminuiu. A queda foi de 4,4 pontos porcentuais, alcançando 192,1% ao ano.
A taxa global do cartão de crédito ficou em 93,2% ao ano. Segundo o Banco Central, houve redução de 2,6 pontos porcentuais nesse indicador.







