
ESTADOS UNIDOS, 21 de maio de 2026 — A justiça dos Estados Unidos investiga a família Vorcaro por suspeita de ocultação de patrimônio. A informação consta de um memorando encontrado nos e-mails de Daniel Vorcaro.
O documento foi obtido pela EFB Regimes Especiais, responsável pela liquidação do Banco Master naquele país. A revelação foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo.
O documento descreve um mecanismo para movimentar e esconder ativos no exterior. Henrique Vorcaro, pai de Daniel, adquiria bens usando intermediários. Daniel, por sua vez, era apontado como beneficiário real desse patrimônio.
O texto previa que Henrique deveria transferir imóveis e empresas ao filho mediante solicitação. Cada operação teria o valor simbólico de R$ 1.
O liquidante considera essa cláusula uma evidência clara de tentativa de proteger ativos. A medida ignoraria o valor de mercado dos bens. O documento afirma: “Deste modo, tão logo solicitado por Daniel, Henrique se compromete a transferir companhias, propriedades de imóveis diretamente a Daniel, pelo valor de R$ 1 cada”.
Além disso, o memorando estabelece que Daniel detém opção de compra sobre a gestora Iron Capital.
EMPRESA JÁ APARECE EM INVESTIGAÇÕES
A Iron Capital aparece em apurações sobre operações financeiras irregulares. Ela estruturaria negócios para fundos relacionados ao Master. A empresa também consta da Operação Compliance Zero. Essa investigação apura fraudes e manipulação de mercado ligadas ao grupo.
O memorando foi anexado ao processo judicial nos EUA. Seu objetivo foi rebater a quarta tentativa dos advogados da família. Eles buscavam impedir a obtenção de provas pela Justiça norte-americana.
A intenção era evitar intimações a terceiros. Isso incluía instituições financeiras, empresas imobiliárias, companhias de aviação e galerias de arte.
O liquidante usa o memorando para contestar declarações de Henrique Vorcaro. Ele jurou à Justiça dos EUA não possuir negócios próprios no país. Também negou ter contratos em seu nome em território americano. O texto do memorando, porém, sugere que Henrique atuava como gestor dos bens e investimentos de Daniel.
Essa atuação, segundo o liquidante, justifica a jurisdição do tribunal da Flórida sobre ele.







