GUERRA DIPLOMÁTICA

Estados Unidos acusam Brasil de ajudar China a burlar tarifas

Andre Reis
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eSTADOS UNIDOS
Estados Unidos incluíram país em lista de risco sobre fraudes comerciais. Navarro diz que Brasil virou entreposto para produtos chineses com taxas reduzidas.

MUNDO, 14 de agosto de 2026  O governo dos Estados Unidos alertou países que ajudam a China a evitar tarifas de importação. A administração de Donald Trump incluiu o Brasil no segundo nível de risco de um documento sobre fraudes no comércio internacional.

O diretor de Política Comercial da Casa Branca, Peter Navarro, definiu a publicação como um alerta global contra trapaças.

Segundo o relatório, o Brasil funciona como entreposto para enviar mercadorias chinesas ao mercado americano com taxas reduzidas. A análise colocou o país no grupo de corredores da América Latina, junto com Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

Essas nações recebem cargas asiáticas pelos Oceanos Pacífico e Atlântico, guardam os produtos em depósitos alfandegados e fazem montagens rápidas. Depois, despacham os itens para portos norte-americanos.

O Brasil divide o segundo escalão da lista com Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O governo americano entende que esses países têm indústrias e rotas integradas às cadeias de suprimento de Pequim.

O nível mais alto reúne gigantes exportadores como Canadá, União Europeia e Japão. Já o patamar mais baixo junta economias menores, como Camboja, Laos e Panamá.

A Casa Branca admitiu que a mudança no fluxo de compras nem sempre indica crime. Empresas podem alterar investimentos de forma legítima. Porém, o relatório considera qualquer produto com peças, dinheiro ou produção chinesa como mercadoria vinculada a Pequim.

Isso vale independentemente da origem declarada na alfândega.

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