
MUNDO, 14 de agosto de 2026 — O governo dos Estados Unidos alertou países que ajudam a China a evitar tarifas de importação. A administração de Donald Trump incluiu o Brasil no segundo nível de risco de um documento sobre fraudes no comércio internacional.
O diretor de Política Comercial da Casa Branca, Peter Navarro, definiu a publicação como um alerta global contra trapaças.
Segundo o relatório, o Brasil funciona como entreposto para enviar mercadorias chinesas ao mercado americano com taxas reduzidas. A análise colocou o país no grupo de corredores da América Latina, junto com Argentina, Chile, Colômbia e Peru.
Essas nações recebem cargas asiáticas pelos Oceanos Pacífico e Atlântico, guardam os produtos em depósitos alfandegados e fazem montagens rápidas. Depois, despacham os itens para portos norte-americanos.
O Brasil divide o segundo escalão da lista com Indonésia, Malásia, Tailândia, Turquia e Vietnã. O governo americano entende que esses países têm indústrias e rotas integradas às cadeias de suprimento de Pequim.
O nível mais alto reúne gigantes exportadores como Canadá, União Europeia e Japão. Já o patamar mais baixo junta economias menores, como Camboja, Laos e Panamá.
A Casa Branca admitiu que a mudança no fluxo de compras nem sempre indica crime. Empresas podem alterar investimentos de forma legítima. Porém, o relatório considera qualquer produto com peças, dinheiro ou produção chinesa como mercadoria vinculada a Pequim.
Isso vale independentemente da origem declarada na alfândega.







