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Escândalo do Banco Master impacta grandes clubes do futebol

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Crise financeira envolvendo Banco Master causa revisão de contratos e busca por novos gestores em clubes de futebol, com impacto direto em estádio e patrocínios

BRASIL, 03 de fevereiro de 2026 – O escândalo financeiro do Banco Master, liquidado pelo Banco Central, está afetando a operação de grandes clubes brasileiros. A situação, que envolve a administradora Reag, levou o Corinthians a buscar uma nova gestão para o fundo da sua arena.

Além disso, motivou o Palmeiras a analisar juridicamente seu contrato de patrocínio com o Grupo Fictor. O Atlético-MG também recebeu recursos de um fundo ligado ao dono do Master, agora sob investigação. Esses fatos ocorrem após relatório do BC detalhar operações suspeitas no valor de R$ 11,5 bilhões.

As contas do fundo da Neo Química Arena, administradas pela Reag, estão sem pagamento há semanas. Isso paralisou os repasses aos fornecedores do estádio. Por isso, o Corinthians iniciou tratativas com a Caixa Econômica Federal para substituir a administradora.

O processo começou após a Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025. O clube apresentou nomes de novas gestoras para análise técnica da Caixa, condição essencial para a troca.

Recentemente, a Caixa concluiu a avaliação das indicações feitas pelo Corinthians. Portanto, após a transferência e aprovação da CVM, os procedimentos serão finalizados.

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O clube afirma ter cumprido todos os ritos exigidos para preservar a governança e seus interesses institucionais. Dessa forma, a diretoria do Corinthians garante que as medidas protegem a operação da arena.

No Palmeiras, a crise atinge o patrocínio com o Grupo Fictor.

A empresa entrou com pedido de recuperação judicial após ser associada ao caso Master. Consequentemente, o departamento jurídico do clube avalia as medidas cabíveis sobre o acordo. O contrato, de três anos, prevê pagamentos de R$ 30 milhões por temporada ao Palmeiras. A Fictor vinha honrando os pagamentos sem atraso até o início de 2026.

A empresa alega que especulações sobre o caso Master danificaram sua reputação e liquidez. No entanto, a recuperação judicial visa equilibrar as operações e assegurar compromissos financeiros.

O Palmeiras manteve o contrato, pois não houve inadimplência. A Fictor não informou se a recuperação impactará a parceria com o clube, que patrocina equipes profissionais e a base.

Além do Corinthians e do Palmeiras, o Atlético-MG sofre efeitos do caso. A PGR investiga movimentações de Daniel Vorcaro, dono do Master. Um fundo suspeito de desviar recursos do banco, o Astralo 95, investiu R$ 300 milhões no clube mineiro.

A assessoria do Atlético-MG declarou que o clube não integra a gestão do fundo. Assim, não tem ingerência sobre suas operações financeiras ou cotistas.

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