
MARANHÃO, 27 de janeiro de 2026 – O governo do Maranhão tentou contratar dois pedidos de empréstimo junto ao Banco de Brasília (BRB) em 2021, durante a gestão do então governador Flávio Dino, para financiar obras do programa Maranhão Forte. As solicitações foram protocoladas, porém não avançaram e acabaram arquivadas após exigências técnicas e prazos não cumpridos.
A primeira proposta foi apresentada em 19 de julho de 2021, no valor de R$ 180 milhões, com destino a despesas de capital voltadas à infraestrutura de transportes. O plano previa melhorias logísticas, estímulo ao turismo e geração de empregos em diferentes regiões do estado.
Após a análise inicial, órgãos federais cobraram informações fiscais e documentação complementar para liberar o empréstimo. Diante das exigências, o governo solicitou o arquivamento do processo em 22 de novembro de 2021. Posteriormente, o trâmite foi encerrado de forma definitiva em 16 de fevereiro de 2023.
Ainda durante essa tramitação, o Executivo estadual protocolou nova solicitação em 11 de novembro de 2021. Dessa vez, o valor previsto foi de R$ 20,8 milhões, também vinculado ao Maranhão Forte, mas direcionado exclusivamente à construção de ponte sobre o Rio Preguiças, em Barreirinhas.
Entretanto, o segundo empréstimo quase não avançou. O Ministério da Economia enviou ofício pedindo documentos adicionais para continuidade da análise. Como as informações não foram entregues no prazo, o pedido acabou arquivado em 15 de dezembro de 2022.
Além do Palácio dos Leões, outros municípios maranhenses buscaram operações de empréstimo junto à mesma instituição financeira, sendo que parte deles conseguiu contratar crédito. O levantamento cita tentativas semelhantes realizadas por administrações locais.
O Banco de Brasília, por sua vez, tornou-se alvo de investigação da Polícia Federal por suspeitas de irregularidades na negociação de carteiras de crédito com o Banco Master. As operações realizadas nos últimos anos teriam provocado prejuízos estimados em bilhões de reais ao banco público.
A apuração conduzida pela PF investiga possíveis práticas de gestão fraudulenta e o uso de recursos públicos para socorrer instituição privada.







