
BRASÍLIA, 22 de maio de 2026 — O ministro Flávio Dino concedeu progressão para o regime semiaberto a Gilbson César Soares Cutrim, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco Oliveira Sobrinho. O crime ocorreu em agosto de 2022, na área externa do Edifício Tech Office, no bairro Ponta d’Areia, em São Luís, quando a vítima foi morta a tiros.
Gilbson cumpria pena na Penitenciária de Pedrinhas, localizada na zona rural da capital maranhense. No entanto, ele foi transferido para Brasília no ano passado por determinação de Flávio Dino. A defesa alegou que o detento sofria ameaças de morte dentro do sistema prisional do Maranhão.
Dino também concedeu habeas corpus autorizando a permanência de Gilbson César Soares Cutrim no sistema prisional do Distrito Federal. Além disso, a decisão permitiu a mudança do regime fechado para o semiaberto.
Durante depoimento prestado nas investigações do Caso Tech Office, Gilbson afirmou que matou João Bosco após receber ameaças relacionadas ao repasse de 50% de um montante de R$ 788 mil. Segundo o condenado, o valor fazia parte do pagamento de um processo envolvendo uma empresa de segurança junto à Secretaria de Estado da Educação.
De acordo com o depoimento, o processo citado tinha relação com contratos do ano de 2014. Gilbson também declarou que parte do valor teria sido exigida por políticos com influência na pasta estadual.







