
BRASÍLIA, 18 de outubro de 2023 – Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na região amazônica teve um aumento de 51,1% em setembro, em comparação com o mês anterior.
A plataforma TerraBrasilis, do instituto, registrou um total de 26,3 mil focos de destruição, considerando tanto o desmatamento quanto as queimadas. Setembro se tornou o pior mês de devastação na Amazônia em 2023 e a sétima pior marca desde o início da série histórica do Inpe, há quatro anos.
Em relação aos estados mais afetados, o Pará liderou com 35,5% do desmatamento, seguido pelo Amazonas com 18,4% e Mato Grosso com 18,2%. O mês também testemunhou o recorde de desmatamento de vegetação primária, alcançando 10,4 mil focos.
Desde 2019, a plataforma TerraBrasilis registrou 422,6 mil focos de desmatamento na região amazônica. A área desmatada acumulada de janeiro a setembro alcançou 590,3 km².
Enquanto isso, o Cerrado também enfrentou um aumento no desmatamento, com o perímetro devastado subindo de 273,4 km² em setembro de 2022 para 516,7 km² em setembro deste ano, representando um aumento de 89%.
Especialistas estão chamando a atenção para a situação crítica do Cerrado, um bioma conhecido por suas reservas de água e por sua importância para o ecossistema.
O Maranhão liderou o desmatamento no Cerrado, seguido pela Bahia, Tocantins e Piauí.







