
MARANHÃO, 11 de agosto de 2026 — O deputado estadual Edson Araújo (PL) declarou R$ 262.884,93 em bens à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026. O valor é quase R$ 676,6 mil menor que o patrimônio informado por ele em 2022.
A declaração deste ano reúne cinco itens. O maior é uma aplicação em Letras de Crédito Imobiliário, avaliada em R$ 100.614,39. Ele também declarou um apartamento em São Luís, dinheiro em conta bancária e aplicações de renda fixa.
Os valores contrastam com as movimentações financeiras apontadas em investigações após a quebra dos sigilos bancário e fiscal do parlamentar. Entre 2023 e 2025, o fluxo registrado nas contas de Edson Araújo passou de R$ 200 milhões.
Somente em 2024, as contas do deputado movimentaram R$ 112,3 milhões. Além disso, dados apresentados à CPMI do INSS apontaram que ele recebeu cerca de R$ 54,9 milhões em apenas um mês daquele ano.
Relatórios também registraram movimentações de R$ 6,4 milhões entre agosto de 2021 e agosto de 2022. Depois, foram R$ 11,6 milhões entre agosto de 2022 e março de 2023 e R$ 6,9 milhões até setembro daquele ano.
Edson Araújo tem ligação com entidades do setor pesqueiro. Ele é presidente licenciado da Fecopema e vice-presidente da CBPA. A confederação está entre as entidades investigadas no caso dos descontos associativos em benefícios do INSS.
Durante as investigações, a CPMI apontou transferências milionárias envolvendo entidades da pesca, Edson Araújo e pessoas ligadas ao parlamentar. Por isso, em novembro de 2025, a comissão aprovou sua convocação e a quebra dos sigilos fiscal e bancário.
O deputado também foi acusado de ameaçar Duarte Jr., vice-presidente da CPMI. Além disso, foi alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Em fevereiro de 2026, passou a usar tornozeleira eletrônica por determinação do ministro André Mendonça, do STF.







