
BRASIL, 1º de julho de 2026 — As denúncias de violência contra crianças e adolescentes mais que dobraram em cinco anos. O Ministério da Saúde registrou 73.635 casos em 2020. Em 2025, esse número subiu para 165.413. O crescimento foi de 125%. Os dados são do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan).
A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) analisou os números e divulgou o resultado nesta terça (30). Entre 2020 e 2025, o Sinan recebeu 685.629 notificações. As vítimas tinham de 0 a 18 anos.
A maioria das vítimas são meninas. Elas representam 62% dos casos. Os meninos aparecem em 38%. Em relação à cor, 49,1% das vítimas são pardas. Brancas somam 35,7%. Negras, 7,6%.
O tipo de violência mais frequente é o abuso sexual. Ele aparece em 34% das notificações. Depois vêm negligência e abandono, com 33,3%. A violência física aparece em 32,9%.
A maioria das agressões acontece dentro de casa. A mãe é apontada como agressora em 34% dos casos. O pai aparece em 26%.
Por faixa etária, os adolescentes (43%) lideram os registros. São 294.010 casos. A primeira infância, até 6 anos, tem 256.601 notificações (37,5%). Crianças de 7 a 12 anos somam 135.018 casos (20%).
Todas as regiões do país tiveram aumento. Os estados de São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram 52% das notificações. O Nordeste teve o maior salto percentual: 1.200%. Norte cresceu 809%, Centro-Oeste 508%, Sul 421% e Sudeste 221%.
A SPDM reforça que os profissionais precisam ser treinados para identificar sinais de violência mais cedo.







