
BRASIL, 21 de julho de 2026 — O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, anunciou apoio à reeleição de Lula durante a convenção do partido em Brasília, no dia 21 de outubro de 2023, marcando a primeira vez em 12 anos que o PDT apoia um candidato petista no primeiro turno.
Lupi destacou a importância de Lula para a democracia global e o acordo inclui apoio do PT a pré-candidaturas do PDT em estados. Essa aliança representa uma mudança em relação às últimas eleições, quando o PDT lançou Ciro Gomes.
O presidente nacional do PDT e ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi, anunciou nesta segunda (21), apoio à reeleição do presidente Lula. A decisão foi oficializada durante a convenção nacional da legenda, em Brasília, marcando a primeira vez em 12 anos que o partido apoia um candidato petista à Presidência já no primeiro turno.
Ao discursar no evento, Lupi exaltou Lula e afirmou que o petista tem um papel que ultrapassa as fronteiras do país. “A sua tarefa é maior que olhar pelo Brasil, o senhor precisa olhar pela democracia do mundo”, declarou. “É uma honra para o PDT ter o senhor como nosso candidato.”
O acordo também prevê alianças regionais. Como parte da composição, o PT apoiará as pré-candidaturas de Juliana Brizola (PDT) ao governo do Rio Grande do Sul e de Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná.
A aliança representa uma mudança em relação às duas últimas eleições presidenciais. Em 2018 e 2022, o PDT lançou Ciro Gomes ao Palácio do Planalto. No segundo turno daqueles pleitos, a legenda declarou apoio aos candidatos do PT contra Jair Bolsonaro (PL).
No fim de 2025, Ciro deixou o PDT e filiou-se ao PSDB. Pré-candidato ao governo do Ceará, ele negocia uma composição com o PL de Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
ESCÂNDALO DO INSS
Lupi comandou o Ministério da Previdência até maio do ano passado, quando pediu demissão em meio às investigações sobre um esquema de fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
As apurações da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal (PF) revelam que os desvios podem superar R$ 6 bilhões.
Segundo os inquéritos, Lupi foi informado ainda em junho de 2023 sobre indícios de irregularidades nos descontos em folha de beneficiários. Mesmo assim, a primeira medida adotada pelo Ministério da Previdência para enfrentar o problema ocorreu somente em 2024.
Documentos do Conselho Nacional de Previdência Social mostram que, em uma reunião realizada em 2023, a conselheira Tonia Galleti solicitou a inclusão de um debate sobre os Acordos de Cooperação Técnica firmados entre entidades e o INSS para descontos de mensalidades de aposentados.
De acordo com a ata, o pedido foi recusado, sob a justificativa de que a pauta já estava definida. Galleti insistiu, alegando haver “inúmeras denúncias feitas”, e pediu informações sobre o número de entidades conveniadas, o crescimento dos associados nos 12 meses anteriores e uma proposta de regulamentação para reforçar os mecanismos de controle.
Ainda conforme a ata, Lupi reconheceu que a solicitação era “relevante”, mas afirmou que não seria possível atendê-la naquele momento, porque seria necessário realizar “um levantamento mais preciso”.
Durante as investigações, o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, indicado por Lupi para o cargo, também deixou o comando do instituto. Ele foi demitido em meio às suspeitas de corrupção investigadas pela PF.







