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Defendido por Gilmar Mendes, Gonet já foi sócio do ministro

Andre Reis
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Gilmar Gonet
Procurador-geral vendeu a fatia de 43,44% ao filho de Gilmar em 2017, mas segue como professor do IDP; nesta semana, ministro voltou a defendê-lo publicamente.

BRASÍLIA, 18 de setembro de 2026 — Gilmar Mendes e Paulo Gonet mantêm uma relação acadêmica iniciada em 1998, quando participaram da criação do IDP com Inocêncio Mártires Coelho, em Brasília. Gonet também foi sócio do ministro no instituto até 2017. Atualmente, ele continua ligado à instituição como professor.

Ao deixar a sociedade, Gonet vendeu os 43,44% que possuía no IDP para Francisco Mendes, filho de Gilmar. Além disso, o atual procurador-geral e o ministro do STF mantiveram a parceria no meio acadêmico e aparecem como coautores, com Inocêncio Mártires Coelho, de obras jurídicas.

Nesta quinta (17), Gilmar voltou a defender publicamente Gonet. Em publicação no X, afirmou que a retirada do sigilo de mensagens apreendidas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, atingiu injustamente a honra do chefe da Procuradoria-Geral da República.

A manifestação ocorreu dois dias após uma sessão do STF marcada por discussão entre Gilmar e André Mendonça. Gilmar criticou os questionamentos feitos pelo colega a Gonet, chamou Mendonça de “boneco de campanha” e o acusou de agir por vingança.

Na nova defesa, não mencionou a antiga sociedade com Gonet.

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