
BRASÍLIA, 25 de maio de 2026 — O Banco Central está com dois diretores a menos desde dezembro de 2025. Com a rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal, deve prolongar o período sem os novos nomes na autarquia. Por isso, o Palácio do Planalto decidiu recalcular a rota antes de indicar novos nomes para a autoridade monetária.
Os indicados ao Banco Central precisam ser aprovados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. Uma derrota desse nível nunca havia acontecido na história recente do governo.
Além disso, o momento é sensível para o Banco Central em meio a investigações sobre o Banco Master. Dessa forma, a aprovação de um novo diretor pode ser atrapalhada.
As duas vagas são para a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e para a de Política Econômica. Os antigos diretores foram indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Agora, com as indicações de Lula, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve ser composto inteiramente por nomes apontados pelo governo. Até o momento, Lula ainda não deu indícios de quais nomes deve escolher para as cadeiras no Banco Central.
Após Lula indicar um nome, é preciso marcar a data da sabatina na CAE. O processo geralmente leva de um a dois meses. Os postulantes passam pelo chamado “beija-mãos” nos gabinetes dos senadores em busca de apoio.
No entanto, 2026 é um ano eleitoral. Portanto, é comum que parlamentares se afastem de Brasília para se dedicar às eleições, o que pode esvaziar a Casa Alta.







