
BRASÍLIA, 12 de março de 2026 – O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), reuniu-se nesta quarta (11) com o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, ele defendeu a revisão de decisões que barraram depoimentos de investigados e testemunhas na comissão.
Entre os nomes está o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo Viana, Mendonça afirmou que deve liberar para julgamento colegiado os recursos apresentados pela CPMI. O objetivo é garantir que Vorcaro e outros acusados prestem depoimento. No mês passado, o ministro havia facultado o depoimento do banqueiro.
“Para nós, é uma questão de honra o comparecimento [de Vorcaro] na CPI”, declarou o senador.
Ele garantiu que o banqueiro será tratado como uma pessoa normal, assim como todos os outros que já passaram pela comissão. Vorcaro foi chamado para explicar o suposto envolvimento do Master com empresários de consignado ilegais que agem contra aposentados e pensionistas do INSS.
Além disso, Viana criticou a decisão do ministro Flávio Dino, também do STF. Dino autorizou a presidente do Palmeiras e da Crefisa, Leila Pereira, a desmarcar o depoimento que prestaria como testemunha nesta quinta (12). Amparada pela decisão, Leila informou que não vai comparecer à CPMI amanhã.
Contudo, um novo depoimento foi agendado para a próxima quarta (18). Viana classificou a decisão de Dino como uma invasão de prerrogativas. “É mais uma decisão que mostra a invasão de prerrogativas, o desrespeito ao nosso trabalho, porque vir ao Congresso Nacional é mais importante que uma agenda pessoal”, comentou.
O presidente da CPMI também falou sobre os vazamentos de dados sigilosos de Vorcaro. Na semana passada, Mendonça determinou que a Polícia Federal abrisse um inquérito para investigar o caso. Viana afirmou que a comissão não tem qualquer responsabilidade sobre os vazamentos.
“A CPI não tem qualquer responsabilidade oficial, porque nós não temos a maioria dos documentos que foram vazados”, disse o senador. Ele explicou que a comissão tem responsabilidade funcional em guardar tudo aquilo que lhe é colocado, mas que os documentos vazados não estavam sob seu poder.







