ATAQUE DIRETO

Comissão de ética pode ser acionada após ameaça de deputado

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Declarações de deputado contra governador Carlos Brandão e familiares, feitas nas redes sociais, geraram reação política e podem ser analisadas pela comissão.

MARANHÃO, 29 de janeiro de 2026 – A Comissão de Ética da Assembleia Legislativa do Maranhão pode ser acionada após declarações do deputado Rodrigo Lago contra o governador Carlos Brandão e familiares. O parlamentar publicou a mensagem nas redes sociais ao comentar o anúncio de permanência do chefe do Executivo até o fim do mandato, o que motivou a reação da mesa diretora.

Na postagem, Rodrigo Lago comentou a decisão do governador de permanecer no cargo.

Ele escreveu: “O anúncio pelo governador Brandão de que permanecerá até dezembro conforta quem tem sentimento de justiça. Inelegíveis em 2026, a partir de 2027 os irmãos Brandão, a cunhada e o sobrinho responderão, sem blindagens, pelos gravíssimos crimes praticados nesses últimos anos”, escreveu.

A publicação gerou repercussão imediata e pode resultar em iniciativa formal da direção da Casa. Além disso, o conteúdo passou a circular amplamente entre apoiadores e críticos.

O teor da mensagem foi interpretado por interlocutores como possível ameaça, tentativa de intimidação e antecipação de julgamento. O texto mencionou familiares do governador e citou “gravíssimos crimes” sem indicação de decisões judiciais. A situação passou a ser discutida internamente como tema passível de análise pela Comissão de Ética.

Em meio ao debate, a Constituição garante ao chefe do Executivo o direito de cumprir integralmente o mandato para o qual foi eleito. Aliados de Brandão apontaram essa prerrogativa como fundamento legal. Assim, a eventual apuração pela Comissão de Ética deverá considerar os limites do decoro parlamentar previstos no regimento.

REAÇÕES NAS REDES SOCIAIS

Após a divulgação, a publicação provocou manifestações de usuários nas redes sociais. Parte do público classificou a fala como excessiva. Um comentário afirmou: “Isso já soa mais como ameaça do que opinião. Se o governador está no mandato, ele fica até o fim se quiser”.

Outros participantes reforçaram a crítica ao tom adotado. Um deles declarou: “Discordar é normal; agora, tentar intimidar ou antecipar julgamento passa do limite. Democracia se faz com debate, não com ameaça”, disse um crítico.

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