
COLÔMBIA, 12 de janeiro de 2026 – A Colômbia produziu 2,6 mil toneladas de cocaína em 2023, segundo dados da ONU, e superou em 22 vezes o volume registrado em 1993, quando Pablo Escobar morreu em Medellín. Naquele ano, o país fabricou 119 toneladas, número equivalente a 15% da oferta global estimada em 770 toneladas, conforme o Undoc.
Essa expansão elevou os colombianos ao posto de maiores fornecedores mundiais, com 72% do consumo atual, enquanto a Bolívia liderava o mercado no período de Escobar, com 410 toneladas.
Além disso, Escobar comandou o Cartel de Medellín e exerceu forte influência na Colômbia dos anos 1990. Ele projetou e dirigiu de forma extraoficial a prisão onde ficou detido após acordo com o governo.
O narcotraficante também criou o Hacienda Nápoles Park, que incluía um zoológico. O local foi abandonado após sua morte e deixou um grupo de três hipopótamos sem controle, o que resultou na expansão da espécie para 120 animais em uma região sem predadores naturais.
NARCOTRÁFICO NAS AMÉRICAS
De acordo com a ONU, a América do Norte consome 30% da oferta mundial de cocaína e integra o maior mercado do planeta. Nesse contexto, Donald Trump, presidente dos EUA, ordenou em 3 de janeiro uma operação militar unilateral na Venezuela. A ação resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em Caracas, após acusação de narcoterrorismo.
Além disso, Trump afirmou que Maduro comandava o Cartel de Los Soles, composto por integrantes do governo venezuelano, como ministros, generais e parlamentares. O grupo, segundo o Undoc, oferecia apoio logístico para a circulação da droga colombiana para diversos países, o que ampliava seu alcance internacional.
Trump declarou no dia seguinte que considerava adequada uma invasão ao território colombiano. Ele acusou o presidente Gustavo Petro de incentivar a produção e a venda de cocaína para os Estados Unidos.







