
BOLÍVIA, 31 de julho de 2026 — O Ministério Público da Bolívia expediu uma nova ordem de prisão contra o ex-presidente Evo Morales, sob a acusações de crimes de “terrorismo” e “levante armado”. A investigação liga o ex-chefe do Executivo aos atos e bloqueios de rodovias que paralisaram o país por mais de 50 dias de maio a junho deste ano.
O procurador-geral do Estado, Roger Mariaca, confirmou a medida, conforme o Visión360. O mandado cumpre ordens do procurador Brayan Melgar após uma ação protocolada pelo Comitê Cívico Pró-Santa Cruz.
Este é o segundo mandado de prisão em vigor contra Morales. A polícia já conta com um processo que apura eventual tráfico de pessoas relacionado a uma menor de idade. Ele nega a imputação e sustenta ser alvo de perseguição política.
Morales usou o X/Twitter para dizer que o governo do presidente Rodrigo Paz (Partido Democrata Cristão, centro-direita) tenta responsabilizá-lo pelas mobilizações para desviar a atenção da situação econômica e social do país.
“Não vão nos intimidar. Continuaremos lutando ao lado do povo, como sempre fizemos, com a convicção de que a Bolívia merece um caminho diferente: o da dignidade, da soberania, da justiça social e da recuperação da esperança para todas e todos”, declarou.
Na publicação, Morales disse ainda que sua posição está “ao lado de quem sofre” e alegou que processos e perseguições políticas não resolverão os problemas que atribui ao governo.







