RENDA ENGOLIDA

Cesta básica em SLZ consome quase metade do salário mínimo

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cesta básica
Dados da Conab e do Dieese apontam que trabalhador na capital maranhense precisa dedicar 85 horas e meia por mês para custear alimentação básica.

SÃO LUÍS, 17 de março de 2026 – Um trabalhador que recebe salário mínimo em São Luís compromete 42,02% da renda líquida mensal apenas para adquirir a cesta básica.

O levantamento, feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra ainda que são necessárias 85 horas e 30 minutos de trabalho por mês para custear os itens essenciais de alimentação na capital maranhense.

Apesar de não estar entre as cidades com o maior custo do país, o peso da alimentação representa um desafio significativo para a população ludovicense. Esse gasto elevado acaba competindo diretamente com outras despesas básicas da família, como moradia, transporte e saúde, pressionando ainda mais o orçamento doméstico.

Em âmbito nacional, o levantamento realizado nas 27 capitais brasileiras revela que o comprometimento médio da renda com a cesta básica chegou a 46,13% em fevereiro.

Para esse cálculo, os pesquisadores consideraram o salário mínimo já com o desconto de 7,5% referente à contribuição previdenciária, que incide sobre os rendimentos do trabalhador.

São Paulo lidera o ranking das capitais onde os trabalhadores precisam dedicar mais tempo de trabalho para comprar comida. Na capital paulista, são exigidas 115 horas e 45 minutos mensais de esforço laboral, e o valor da cesta básica consome 56,88% do salário mínimo líquido, o maior percentual do país.

Na outra ponta da lista está Aracaju, capital com o menor impacto da alimentação no orçamento. Em Sergipe, os trabalhadores precisam de 76 horas e 23 minutos de trabalho por mês para adquirir a cesta básica, o que representa 37,54% da renda, o menor percentual entre todas as capitais analisadas.

O estudo também traz uma estimativa do salário mínimo necessário para atender a todas as despesas básicas de uma família brasileira. Segundo projeção do Dieese, esse valor ideal deveria ser de R$ 7.164,94, montante que é mais de quatro vezes superior ao piso nacional atualmente em vigor no país.

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