
SÃO LUÍS, 04 de setembro de 2026 — O Centro Histórico de São Luís enfrenta perda de valor econômico, redução do movimento e dificuldade para atrair investimentos. Empresários voltaram a cobrar medidas em setembro, mês dos 414 anos da capital. Segundo eles, shoppings, vendas pela internet, falta de moradores e serviços ajudaram a esvaziar a região.
A desvalorização preocupa quem mantém negócios no local. Empresários afirmam que casarões avaliados em cerca de R$ 2 milhões chegam a ser oferecidos por R$ 400 mil. Além disso, faltam farmácias, caixas eletrônicos 24 horas e outros serviços. Também há reclamações sobre segurança, iluminação, saneamento e abastecimento de água.
Por conta disso, empreendedores criaram a Associação dos Empresários do Centro Histórico. O grupo defende incentivos fiscais, crédito para compra e restauração de imóveis, menos burocracia e maior parceria com o poder público.
O Iphan informou que cerca de 80% dos imóveis são privados e que aproximadamente R$ 64 milhões já foram aplicados em restaurações.
O Governo do Maranhão informou que as ações de revitalização do Centro Histórico envolvem a restauração e o uso de imóveis, a busca por investimentos privados e o estímulo às atividades econômicas, culturais e turísticas.
Entre as medidas estão os programas Nosso Centro e Adote um Casarão, além de empreendimentos como os hotéis do grupo Vila Galé.
Em relação às condições dos prédios, o Estado afirmou que o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil fazem inspeções e notificam os proprietários quando encontram problemas. Segundo o levantamento estadual, pelo menos 70 imóveis apresentam algum grau de comprometimento estrutural. A conservação dessas construções cabe aos proprietários.
A Prefeitura informou ter aplicado mais de R$ 152 milhões em dez anos e identificou 857 edificações vazias, 189 terrenos desocupados e 325 imóveis em risco ou precariedade.
Inclusive, 69 dos 876 casarões avaliados pela Defesa Civil foram classificados em situação crítica.







