
SÃO LUÍS, 30 de outubro de 2026 — Uma pesquisa da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) revelou que o Centro de São Luís enfrenta mais calor que a Avenida Litorânea.
O estudo identificou que a região central registra, em média, quatro horas e meia a mais de calor intenso por dia, principalmente pela baixa circulação dos ventos.
Os pesquisadores Maria Iranilde Almeida Costa Pinheiro, da Uema, e Juarez Mota Pinheiro, da UFMA, realizaram medições próximas à Biblioteca Pública Benedito Leite e ao Círculo Militar.
O levantamento teve cinco etapas de monitoramento, com registros meteorológicos durante períodos de 24 horas, e foi publicado na Revista Brasileira de Geografia, do IBGE.
Os resultados apontaram temperatura equivalente média de 30,7°C no Centro, contra 26°C na Avenida Litorânea. Além disso, a velocidade média dos ventos chegou a apenas 0,5 metro por segundo na região central, enquanto na orla atingiu 3,5 metros por segundo. Essa diferença ajuda a explicar o maior desconforto térmico no Centro.
Para avaliar as condições, os pesquisadores utilizaram o índice PET, que considera fatores meteorológicos e a resposta do corpo humano ao calor. O estudo classificou os ambientes em quatro níveis: conforto, pouco calor, calor e muito calor.
A pesquisa também destaca a importância da arborização, da preservação de áreas naturais e do planejamento urbano. Essas medidas podem melhorar o conforto térmico, a saúde pública e a qualidade de vida, além de favorecer atividades econômicas e turísticas diante das mudanças climáticas.










