
BRASÍLIA, 27 de abril de 2026 — A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF), nas últimas horas, o fim imediato da intervenção na Federação Maranhense de Futebol (FMF).
O pedido foi enviado ao ministro Flávio Dino e inclui a indicação de um interventor próprio. A entidade afirma que a medida busca garantir autonomia administrativa e restabelecer a normalidade no comando da FMF.
Além disso, a CBF argumenta que houve descumprimento de uma decisão anterior do STF. Segundo a entidade, não foi apresentado um cronograma para encerrar a intervenção, como havia sido determinado.
De acordo com a CBF, também foi sugerida a renúncia de dirigentes e a realização de novas eleições, o que, segundo a entidade, contraria decisões já tomadas pelo STF. Dessa forma, a confederação entende que a intervenção perdeu o sentido diante das orientações da própria Corte.
Juristas avaliam, inclusive, que a permanência da intervenção pode ferir a Constituição. Eles também apontam que a medida contraria regras da própria CBF e da Federação Internacional de Futebol (FIFA), que atribuem à confederação brasileira a condução de processos administrativos nas federações estaduais.
HISTÓRICO DO CASO
No dia 16 de março, a intervenção na FMF foi discutida em uma audiência de conciliação realizada no Tribunal de Justiça do Maranhão, em São Luís. O encontro reuniu as partes envolvidas para definir os próximos passos da gestão provisória da federação.
No entanto, não houve acordo entre os participantes. Por isso, uma nova audiência foi marcada para o fim de maio. Mesmo assim, o STF pode tomar uma decisão antes dessa data, com base nas propostas apresentadas durante a reunião.
IMPASSE SOBRE ELEIÇÃO
O principal ponto de discussão foi a realização de eleições após 75 dias. Parte dos envolvidos concordou com a proposta. Porém, a CBF não aceitou dividir a responsabilidade pelo processo eleitoral.
Segundo a entidade, a organização da eleição deve ser feita exclusivamente por quem administra o futebol no país. Dessa forma, a confederação mantém o posicionamento de que deve conduzir o processo de escolha dos novos dirigentes da FMF.







