Cade abre investigação sobre possível ação orquestrada em alta de combustíveis

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O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) instaurou inquérito para apurar uma possível ação orquestrada no aumento dos combustíveis em postos de diversos locais do Brasil após a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A investigação foi aberta com base em notícias que apontaram “aumentos repentinos” nos preços de combustíveis em diversos postos de diferentes locais do país. O ofício é assinado pelo presidente do Cade, Alexandre Cordeiro, que elenca aumentos principalmente no Distrito Federal, no Espírito Santo, em Pernambuco e em Minas Gerais. Um dos primeiros atos de Lula foi prorrogar a desoneração dos tributos federais sobre combustíveis — que acabaria no sábado (31), no último dia do governo Jair Bolsonaro (PL). Apesar do presidente Lula ter prorrogado a medida,o preço dos combustíveis deve subir em janeiro devido a mudanças no ICMS. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e da Segurança Pública (MJSP), notificou seis entidades representativas de proprietários de postos de combustíveis para que expliquem, em até dois dias, os aumentos recentes nos preços. “Inaceitável e inexplicável a alta da gasolina, pois não houve aumento no preço internacional do barril de petróleo e a isenção de tributos federais sobre os combustíveis foi renovada”, afirmou o secretário do ministério, Wadih Damous, nas redes sociais.

Subida da rampa por Lula encerra “bolsonarismo de quartel”

Lula Rampa

Nas últimas semanas a direita brasileira ganhou um novo matiz: o bolsonarismo de quartel. Por semanas milhares de brasileiros se aglomeraram na porta de bases do Exército clamando por um golpe militar que, após um banho de marketing político, era chamado de “intervenção constitucional”. Entre os bordões principais estava: “o ladrão não sobe a rampa”. Antes de mais nada, é bom fazer o recorte necessário. Nos primeiros dias as manifestações nas portas de quarteis eram esparsas enquanto movimento político organizado. Eram pessoas angustiadas pelo resultado de uma eleição em que o resultado contou com a influência decisiva da mídia e da justiça eleitoral. E basta ver a capa da Istoé para ter certeza disso… Ocorre que, com o passar do tempo, a união das pessoas nas portas de quarteis deixando propício o ambiente adequado para o que existe de pior na chamada “direita brasileira”: o bolsonarismo de quartel. O “bolsonarismo de quartel” consiste na fantasia enquanto salvação. Por isso transformou golpe militar em “intervenção” e esperava que todo o resto do país acolhesse a ideia. O “bolsonarismo de quartel” repousa na ignorância nuances de autoridade intelectual. Sendo assim, queria dar aos mesmos militares que arruinaram o Brasil entre 1964 e 1985, que deixaram tudo pronto para 33 anos de hegemonia de esquerda na política nacional, o poder de salvar o país dessa mesma esquerda em 2022. O “bolsonarismo de quartel” é esquizofrênico e vive da interpretação de sinais em copos de suco e tampas de garrafa. E essa esquizofrenia, enquanto negação da realidade, deriva do fato de que o “bolsonarismo de quartel” não consegue perceber que a disputa política é eterna. Que haverá vitórias e derrotas no embate entre direita de esquerda desde que haja história. Não se pode apagar adversários com o apertar de botões. O “bolsonarismo de quartel” acreditava no delírio de que as Forças Armadas iriam exorcizar o fantasma do comunismo para sempre. E não é preciso ser muito inteligente para perceber a bobagem por trás disso. O tempo foi passando, o clima ordeiro e cívico foi dando lugar a um pântano de desespero e angústia. Era mais do que evidente que a chamada “bigorna da realidade”, expressão popularizada pelo comunicador Emílio Zurita, iria recair sobre essas pessoas. Lula não só iria tomar posse, como iria subir a rampa e, ainda no dia 1º de janeiro, começaria a governar o país. Então veio a viagem/fuga de Bolsonaro e o discurso desanimador de Hamilton Mourão. A subida na rampa pelo presidente eleito encerra o “bolsonarismo de quartel”. E, quem diria, a subida na rampa por Lula encerra a face mais inútil, inocente e débil da direita brasileira. Quem diria que a posse de Lula sirva como alicate para arrancar de dentro do peito da direita o tumor maligno chamado “bolsonarismo de quartel”. Lula subiu a rampa e o “bolsonarismo de quartel” morreu de inanição.

Mensagem de Natal e Boas Festas

Mensagem Natal Jose Linhares Jr

Passado o ano, é chegado o Natal. Uma data que em outros tempos simbolizava os valores cristãos responsáveis pela retirada do mundo da barbárie. Valores que vão desde a compaixão com o próximo, passando pelo respeito pela verdade, enveredando pelo amor familiar, companheirismo, generosidade e pelo entendimento do que é o sacrifício. E em uma sociedade a cada dia mais egoísta, tomada pela geração micro-ondas, talvez a perda da noção de sacrifício seja o problema capital destes dias. Alguém pode pensar. “Mas, Linhares, e o perdão?” O verdadeiro perdão requer desapego em relação a algo, alguém ou a si mesmo. Todo o resto são meras desculpas. E o Natal? Bem, o Natal é tempo de perdão. Logo, de sacrifício. Algo a cada dia mais raro. Perdão, sacrifício, generosidade e amor são dependentes. Ocorre que no passado a dificuldade da vida deixava tornava o sacrifício pelos outros algo mais tolerável. O sofrimento era cotidiano. Emtão veio o capitalismo, o desenvolvimento tecnológico e antes problemas que infernizavam a vida de milhões são resolvidos por bilhões com um simples apertar de botão. A facilidade da vida nas últimas décadas nos afastou do sofrimento cotidiano. Antes eram guerras, hoje é a derrota do candidato. Antes eram grandes catástrofes, hoje é a derrota na Copa. Antes era a fome, hoje é a falta de assento para obeso mórbido no avião. E até mesmo a maior praga de nossa época, a pandemia de Covid-19, não está entre as cinco maiores da história. No século XVI a varíola matou mais que a 2ª Guerra Mundial. A AIDS, essa doença que todos esqueceram, também ceifou mais vidas que a Covid-19. A facilidade da vida atual nos afastou do entendimento do que é o sacrifício. Natal é tempo de perdoar. Quanto maior o perdão, mais fácil a possibilidade de acompanhamento de um sacrifício. De esquecer uma chaga, de relevar uma pancada, de abrir mão de alguma coisa, de engolir um sapo. E a “coincidência” de acontecer no fim do ano dá ainda mais brilho ao Natal. Porque chegado o fim do ano, todos aqueles que têm as suas vidas em conta, fazem contas. Fazem um balanço do que fora vivido nos últimos doze meses. E bem ali, no meio destes dias, incorre o Natal e seu Espírito Natalino. Quando contabilizamos os ganhos, as perdas, as frustrações, vitórias, planos, promessas e realizações… Sempre aparece um culpado, que não nós, de alguma dor, queda, desvario ou abate. Nessas horas o Espírito do Natal costumava falar mais alto. E o que se via, pelo menos alguns anos atrás, eram ligações, ou visitas, que reatavam laços entre as pessoas. Nada de áudio, emojis, imagens ou cartões compartilhados aleatoriamente para as centenas de contatos. Eram contatos diretos. Por voz, ou pessoalmente, diretos. Logo mais será Natal. Se enquanto você ler este texto for, é. Se já passou, logo será de novo. A data em que o filho de Deus nasceu. O mesmo filho de Deus que décadas depois nos perdoou da maior selvageria que a humanidade já cometeu: negar o filho do seu Criador e sacrificá-lo. Pense neste sacrifício. E pense em como seria o nosso mundo com mais sacrifício pelos outros. Falo de ação, não de foto em rede social fantasiando altruísmo em troca de likes. Falo de atos que apenas você, talvez mais duas ou três pessoas irão saber. Algo que não trará um milímetro de popularidade, mas que aquecerá em muitos graus o espírito e o coração. Sejam livres, sejam amorosos, sejam independentes, sejam fortes e corajosos. Sejam duros na queda, sejam pacientes, tentem ser inteligentes, não sejam invejosos, estudem bastante, guardem dinheiro e sejam legais uns com os outros. Feliz Natal e um Próspero Ano Novo.

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