
MARANHÃO, 23 de setembro de 2026 — Advogados repercutem nos bastidores que o Banco de Brasília (BRB) alegou “problemas de sistema” para não pagar um alvará judicial em um Juizado Civil de São Luís. O banco ainda não se pronunciou sobre esse caso específico.
Desde agosto de 2025, o BRB administra os depósitos judiciais do Tribunal de Justiça do Maranhão. O contrato, firmado em regime de exclusividade, envolve uma carteira estimada em R$ 2,8 bilhões.
Em fevereiro deste ano, o corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, decidiu investigar a transferência desses R$ 2,8 bilhões do TJMA para o BRB. A instituição também foi alvo de investigação relacionada à tentativa de compra das operações do Banco Master em 2025.
Além do caso relatado em São Luís, há informações sobre situações semelhantes em outras comarcas do Maranhão, também atribuídas a “problemas de sistema”. Como o BRB não se manifestou, ainda não há informação oficial sobre a extensão dessas ocorrências.
O banco também não apresentou, no prazo legal encerrado em 31 de março de 2026, as demonstrações financeiras referentes a 2025. Em julho, a Comissão de Valores Mobiliários incluiu o BRB na lista de companhias abertas inadimplentes e abriu processos administrativos relacionados ao atraso.







