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Brasil dobra rombo nas contas externas e atinge US$ 6 bilhões

Andre Reis
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O Brasil apresentou déficit de US$ 6 bilhões nas transações correntes em março de 2026. O Banco Central (BC) divulgou os dados nesta sexta (24).

BRASIL, 24 de abril de 2026  O Brasil apresentou déficit de US$ 6 bilhões nas transações correntes em março de 2026. O Banco Central (BC) divulgou os dados nesta sexta (24).

Esse valor supera em mais de 100% o rombo de US$ 2,9 bilhões registrado no mesmo período do ano passado. A diferença reflete o envio de mais recursos ao exterior do que a entrada de divisas no país.

No acumulado de 12 meses até março, o saldo negativo das contas externas chegou a US$ 64,3 bilhões. Esse resultado supera o número fechado em fevereiro. O déficit representa a diferença entre ganhos e gastos do país. Esses gastos incluem comércio de produtos, serviços e lucros enviados a outras nações.

O superávit da balança comercial caiu US$ 1,6 bilhão em março. As importações subiram 19,9% no período. Já as vendas brasileiras ao mercado externo cresceram apenas 9,5%. O saldo positivo da balança ficou em US$ 5,6 bilhões. No mesmo mês de 2025, esse saldo havia sido de US$ 7,2 bilhões.

O setor de serviços também piorou o resultado das contas externas. O déficit dessa área aumentou 14,5% em março. O rombo fechou o mês em US$ 4,8 bilhões. Além disso, a saída de renda primária cresceu US$ 1,1 bilhão. Essa rubrica inclui o envio de lucros de empresas estrangeiras para suas sedes no exterior.

Brasileiros nunca gastaram tanto em viagens internacionais como no primeiro trimestre de 2026. As despesas fora do país somaram US$ 6,04 bilhões entre janeiro e março. Esse valor representa alta de quase 22% na comparação com 2025.

Trata-se do maior montante para os primeiros três meses de um ano desde 1995, quando o BC iniciou a contagem. Só em março, o gasto atingiu US$ 1,99 bilhão, outro recorde histórico.

O Investimento Direto no País (IDP) perdeu fôlego em março. O ingresso de capital estrangeiro voltado à produção somou US$ 6 bilhões. Esse valor fica abaixo dos US$ 6,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2025. No acumulado de 12 meses até março, esses aportes totalizaram US$ 75,7 bilhões.

Esse montante equivale a 3,18% do Produto Interno Bruto (PIB).

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