
MARANHÃO, 19 de agosto de 2026 — Na terça (18), o governador Carlos Brandão (MDB) negou as acusações feitas por Gilbson Cutrim Júnior, condenado pelo assassinato do empresário João Bosco Sobrinho. Em depoimento às autoridades, Gilbson disse que frequentava o Palácio dos Leões para reuniões com Brandão e Daniel Brandão.
Gilbson afirmou que tinha uma vaga reservada no estacionamento do palácio e que chegou a levar valores para dentro da sede do governo. Além disso, disse que as primeiras reuniões com Carlos e Daniel Brandão tratavam da venda de terras no Maranhão. O negócio, porém, não foi concluído.
Em nota nas redes sociais, Brandão chamou as acusações de “infundadas” e “mentirosas”. O governador afirmou que nunca teve relação com Gilbson e que nunca o recebeu no Palácio dos Leões ou em outro lugar. Também disse que não há provas das declarações feitas pelo condenado.
Sobre a vaga citada por Gilbson, Brandão afirmou que o espaço de número 6 não poderia ter sido usado por ele, porque está ocupado por um gerador há seis anos. O governador também disse ter mais de 35 anos de vida pública sem envolvimento em escândalos ou processos.
Brandão informou ainda que sua defesa não teve acesso à íntegra do processo. Segundo ele, um parecer da Procuradoria-Geral da República aponta que a investigação deveria ficar no Superior Tribunal de Justiça, e não no Supremo Tribunal Federal.







