Guedes mostra confiança na retomada do crescimento do Brasil

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O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou de uma conferência promovida pelo Credit Suisse, nesta terça (1), e demonstrou confiança na retomada do crescimento do Brasil nos próximos meses, a partir da atração de investimento privado. “O Brasil se tornou a maior fronteira de investimentos do mudo no setor real […] Não dependemos mais de um setor público que exauriu sua capacidade de investimento pelas estripulias do passado”, assegurou o chefe da equipe econômica. Na ocasião, Guedes reconheceu as dificuldades de estabelecer um programa consistente de privatizações, mas garantiu que um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro seria importante para a economia brasileira consolidar os recentes avanços. “Temos dificuldades em implementar as privatizações, apesar de o presidente ter tido 60 milhões de votos e ter se comprometido com um programa liberal. Às vezes, a oposição está dentro do governo”, criticou Guedes. Durante sua participação, o ministro da Economia destacou os avanços do país na abertura comercial, negou que o forte crescimento da arrecadação em 2021 tenha sido resultado da elevação da inflação e reclamou das críticas recebidas pela gestão de que o atual governo estaria apostando no “populismo fiscal”. “Erraram as previsões sobre a dívida pública por trilhões. Tem muita gente pessimista falando bobagem. Não são mais analistas, são militantes”, disse.

Jefferson Portela pode ser exonerado por não apoiar Brandão

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O secretário de Estado de Segurança Pública do Maranhão, Jefferson Portela, afirmou que cabe ao governador decidir se o exonera agora ou somente dia 31 de março. A declaração ocorreu nesta segunda (31) após o titular da SSP/MA e pré-candidato a deputado federal seguir apoiando a pré-candidatura do senador Weverton ao Governo do Estado. “Eu sou integrante desde o início do governo. E estou a disposição do governador para sair agora ou para permanecer até dia 31 de março. Essa é uma decisão do nosso chefe, nosso líder político, governador Flávio Dino. […] É natural que o governador esteja na recomposição do seu governo para o seu sucessor. De modo, que sou servidor de carreira e o cargo é temporário e livre escolha do governador. Estamos a disposição para trabalhar até dia 31”, declarou o então secretário de segurança. Na oportunidade, Jefferson Portela também afirmou que a intenção é apoiar Flávio Dino para o cargo de senador.

Assembleia Legislativa adota novas regras a partir desta terça

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A Assembleia Legislativa do Maranhão adota novas regras a partir desta terça (1º) e passa a seguir um novo protocolo administrativo e sanitário no intuito de enfrentar à Covid-19 e síndromes gripais em suas dependências. De hoje em diante, o ingresso à Casa Legislativa mantém-se restrito aos deputados, servidores, estagiários e terceirizados, cujo acesso às dependências por parte de visitantes fica condicionada ao agendamento antecipado junto ao Gabinete Militar. Os serviços e atividades presenciais na Alema voltam a ser realizados no período normal, das 8h às 18h. Os servidores que não tiverem completado o ciclo das duas doses da vacina deverão mostrar, semanalmente, o PCR com resultado negativo ao Gabinete Militar que enviará cópia à Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional. Assinada pelos deputados Othelino Neto (presidente da Alema), Andreia Martins Rezende (primeira secretária) e Cleide Coutinho (segunda secretária), a Resolução Administrativa 079/2022 da Mesa Diretora mantém a obrigatoriedade do uso das máscaras faciais.

Bolsonaro vai à Rússia, mas tema Ucrânia vai depender de Putin

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que o conflito entre Rússia e Ucrânia não será um dos temas da viagem prevista para 14 de fevereiro a Moscou, mas a pauta será só será tratada se proposta por Vladimir Putin. “O Brasil é um país pacífico. Agora, obviamente, se esse assunto vier à pauta, será por parte do presidente russo, não da nossa parte […] Nós queremos é cada vez mais nos integrar com o mundo todo na relação comercial, e poder colaborar, no que for possível, para a paz mundial”, disse nesta segunda (31). A questão do agronegócio deve ser um dos temas tratados na viagem, que contará com a presença de Tereza Cristina, ministra da Agricultura. “Nós temos negócios com a Rússia. Entre eles, por exemplo, a questão de fertilizantes. Nossa agricultura é em parte dependente de fertilizantes e defensivos”, afirmou o presidente. Recentemente, Moscou colocou artilharia e mísseis perto da fronteira entre os dois países e cerca de 100 mil soldados e tanques. No entanto, nega que pretenda invadir a antiga república soviética, que faz fronteira também com a União Europeia. Diante disso, Jair Bolsonaro afirmou esperar que a resolução do impasse ocorra de forma tranquila e harmônica. O presidente da República também ressaltou que, até o momento, a viagem está confirmada. “Pode ter certeza que para o Brasil será muito boa essa viagem. Na volta, passaremos em mais dois outros países, amigos e aliados. Estamos aproveitando a oportunidade para estreitar nossos laços, o mundo todo está conectado. O Brasil tem uma excelente política externa”, assegurou.

Dino descumpre Carta Compromisso e impõe nome de Brandão

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O governador Flávio Dino (PSB) confirmou, nesta segunda (31), a manutenção de sua escolha pessoal pelo nome do vice-governador como seu candidato ao governo do Estado. Carlos Brandão confirmou que deixará o PSDB para filiar-se ao PSB. Com a definição do apoio de Dino a Brandão, o socialista descumpre sua Carta Compromisso que listava os critérios para que os postulantes à sucessão do governador pudessem se estabelecer como o “nome de consenso do grupo”. O descumprimento ocorre mediante o vice-governador não liderar pesquisas de intenção de voto e nem possuir a maioria dos partidos a seu favor. Dessa forma, o senador Weverton Rocha oficializou sua pré-candidatura ao Governo do Maranhão afirmando desejo de apoiar a pré-candidatura de Dino ao Senado e conta, ainda, com o apoio do ex-presidente Lula (PT). No entanto, o presidente estadual do PT, Francimar Melo, espalhou nas redes sociais seu posicionamento pessoal em relação a disputa pelo Governo, manifestando apoio da sigla por Brandão, e foi contrariado pelo presidente do PT de São Luís, Honorato Fernandes. Respeito o desejo íntimo do @francimarmmelo, no entanto, o @PTMaranhao13 e o @ptbrasil não tomaram tal decisão, trata-se tão somente de uma opinião pessoal, equivocada e desrespeitosa quando quer fazer crer se tratar de decisão partidária. https://t.co/hBmY5uiXUH — Honorato Fernandes (@honoratoptslz) January 31, 2022 O presidente do PT no Maranhão também assegurou que a legenda vai pleitear vaga de vice. No entanto, segundo informações, figuras como Arnaldo Melo, Socorro Waquim e Roberto Costa, políticos do campo da família Sarney, estão apoiando a reeleição do vice Carlos Brandão, o que pode acarretar na composição da chapa majoritária com a desejada vaga de vice Ainda ontem, Simplício anunciou que entregará o comando da pasta da SEINC para poder dedicar-se exclusivamente a pré-campanha ao Governo. Oposição ao governador Flávio Dino, o deputado federal Josimar de Maranhãozinho também mantém sua pré-candidatura rumo ao Palácio dos Leões.

Seis desembargadores concorrem a cargos do TJ-MA

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A votação da Mesa Diretora que deve definir os (as) desembargadores (as) do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que vão comandar o Poder Judiciário estadual no biênio que se inicia em abril de 2022 e vai até abril de 2024 conta com seis inscritos. Cinco desembargadores e uma desembargadora participarão do pleito que acontecerá nesta quarta (02), sendo eles: Nelma Sarney e Paulo Velten, que disputarão ao cargo de presidente; Ricardo Duailibe e Marcelino Everton, ao de vice; e Froz Sobrinho e Raimundo Barros, ao de corregedor-geral da Justiça. Em conformidade com a Resolução-GP – 142021, que aprovou o novo Regimento Interno do Tribunal de Justiça do Maranhão no dia 17 de fevereiro de 2021, as inscrições foram encerradas com 48 horas de antecedência. A votação será presencial, de forma restrita, somente com a participação dos desembargadores, desembargadoras, servidores e servidoras estritamente necessários para funcionamento da sessão de eleição, em razão da pandemia do novo coronavírus e demais síndromes gripais e respiratórias. No mesmo dia também ocorrerá a eleição para diretor do Fórum do Termo Judiciário de São Luís da Comarca da Ilha de São Luís, para o biênio 2022/2024.

PT vai com Brandão e Dilma não compõe chapa com Dino

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Após o governador Flávio Dino (PSB) manter sua escolha pessoal e seguir apoiando o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) em sua pré-candidatura rumo ao Palácio dos Leões, o PT, por meio do presidente estadual Francimar Melo, se manifestou. De acordo com o líder da sigla no Estado, além da legenda seguir no grupo político do governador Flávio Dino e apoiar Brandão na disputa pela reeleição, o Partido dos Trabalhadores vai pleitear a vaga de vice-governador na chapa. Esta decisão será consolidada no encontro de tática do PT, bem como no DN. — Francimar Melo (@francimarmmelo) January 31, 2022 Senado A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) encerrou as especulações que a colocavam como suposta candidata a suplente numa chapa encabeçada por Flávio Dino ao Senado. O boato sobre a candidatura de Dilma no Maranhão surgiu após visita do governador do Estado a Lula (PT). Segundo informações, Dilma não deve ser candidata a nada neste ano. “O tempo passou, tem muita gente nova no pedaço e eu pretendo montar o governo com muita gente nova, muita gente importante e com muita experiência também […] A Dilma é uma pessoa pela qual eu tenho o mais profundo respeito e carinho. A Dilma tecnicamente é uma pessoa inatacável, tem uma competência extraordinária. Onde ela erra, na minha opinião, é na política”, declarou Lula.

Russia x Ucrânia – De que lado você está?

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Não sabemos se a Rússia vai invadir a Ucrânia. Ou se vai empilhar forças na fronteira para conseguir concessões. Ou se vai fazer um ataque parcial para deixar o país fragilizado e assim instalar um regime obediente a Vladimir Putin, como o da vizinha Bielorrússia. Teremos uma guerra mundial, um holocausto nuclear, o fim da civilização? É improvável. Tudo será resolvido pela diplomacia? Teremos uma acomodação? Esse conflito vai levar a uma nova era de paz na Europa? Não sabemos nada. Conflitos internacionais não têm spoilers. A Ucrânia, atualmente governada pelo presidente Volodymyr Zelensky, quer ser parte do “mundo ocidental”. Deseja seguir as regras de uma economia de mercado e se alinhar à Comunidade Europeia. Antes de tudo, quer deixar de ser um puxadinho da Rússia, como durante o período dos czares e da União Soviética. Vladimir Putin acha tudo isso inaceitável. E tem seus apoiadores pelo mundo, inclusive no Brasil. Um vídeo divulgado pela agência russa de notícias Sputnik mostra uma longa e indignada resposta de Putin à jornalista britânica da SkyNews Diana Magnay. O vídeo se tornou uma peça de propaganda do governo russo. Aqui vai um resumo: “Dissemos claramente que a futura expansão da Otan em direção ao leste é inaceitável. Será que não deu para entender? Somos nós que colocamos mísseis junto das fronteiras dos EUA? Não, foram os EUA que vieram com seus mísseis para perto de nós. Os mísseis estão na porta de nossa casa. Como os americanos reagiriam se colocássemos nossos mísseis na fronteira entre o Canadá e os EUA, ou na fronteira do México com os EUA? Disseram para nós que não avançariam nem 1 centímetro para leste, nos anos 1990. E acabaram nos enganando. Foram cinco ondas de expansão da Otan. Nos anos 1990, a URSS fez de tudo para ter relações normais com os EUA e o Ocidente. Vocês deveriam ter encarado a Rússia como um provável aliado. Mas, não, foi tudo ao contrário. Uma tentativa de nos destruir ainda mais”.  Esse discurso foi feito a uma jornalista, como se ela fosse pessoalmente responsável pela expansão da Otan. Uma câmera a focalizou em close permanente num enorme monitor, numa atitude de claro constrangimento. É assim que funciona.  Putin, o herói Vladimir Putin tem seu fã-clube entre pessoas que se consideram “de direita”. Ele seria um campeão da causa conservadora pelo jeito como defende a instituição familiar (e pela maneira como despreza homossexuais, por exemplo). Por outro lado, os países ocidentais estão passando por um momento especialmente infeliz. O autoritarismo irracional com que a maioria deles agiu (e continua agindo) durante a pandemia de covid é injustificável. A adesão de muitos desses governos a pautas típicas da esquerda — com relação a identidades sexuais, imigração e o chamado globalismo — marcaria essa nova divisão ideológica do mundo. Numa virada radical, o Ocidente — Europa, EUA, Canadá, Austrália, Nova Zelândia — seria a nova “esquerda”. E a Rússia de Vladimir Putin, a nova “direita”, a resistência contra os “interesses financeiros do capitalismo”, contra os malvados expansionistas de Washington e Londres.  Vamos, portanto, torcer pela Rússia nesse conflito? Vamos esperar que as tropas russas invadam a Ucrânia e deem uma lição nesses traidores que eram unha e carne com Moscou e agora se venderam ao imperialismo ianque? Quem é contra o esquerdismo do partido de Joe Biden deve então vestir a camisa de Vladimir Putin? É o inimigo do meu inimigo? É assim que funciona? De que lado você está? A exportação do caos Se a Otan chegou até a fronteira da Rússia, é porque os países europeus estão se sentindo ameaçados pela… Rússia. República Tcheca, Hungria, Polônia, Bulgária, Romênia, Eslováquia, Eslovênia — todos passaram 45 anos (1945-1991) sob domínio soviético e não querem repetir a experiência. A Geórgia, que fez parte da URSS, também não. Os pequenos países bálticos (Estônia, Latia, Lituânia) vivem sob a ameaça permanente de uma invasão por tropas de Putin. Até países que eram militarmente neutros, como a Finlândia e a Suécia, estão apressando sua entrada na Otan, com medo da agressividade russa.  Putin não teme os mísseis da Otan. Ele teme a liberdade Ninguém os obriga a isso. São todos governos democráticos, com eleições livres. Mas liberdade e democracia não parecem ter a menor importância na equação dos admiradores de Putin. Livre mercado também. Isso é ser “de direita”? O que é ser “de direita” a essa altura do campeonato?  Vladimir Putin hoje usa táticas típicas de um Nicolás Maduro — seu aliado — para nunca mais sair do Kremlin. A última pessoa que o desafiou para uma disputa democrática, Alexei Navalny, foi envenenado e jogado numa cela de prisão. Boris Yeltsin tentou transformar a Rússia num país democrático, com economia de mercado. Esse sonho acabou quando Vladimir Putin assumiu o poder, em 2000, distribuiu a riqueza do país entre seus amigos e decidiu que nunca mais deixaria o poder. Hoje, o “herói antiglobalista” tem como aliados a China e ditaduras como as que dominam Cuba, Venezuela, Bielorrússia e Síria. A doutrina Putin Um dos seus apoiadores mais fiéis, Vladislav Surkov, afirmou, em novembro do ano passado, que “a única maneira de a Rússia poder escapar do caos é exportar o caos para um país vizinho”. Putin não suporta a ideia que a Ucrânia tenha resolvido assumir seu próprio destino, quando milhões de cidadãos tomaram as ruas de Kiev na chamada “Revolução Laranja”, de 2004.  Putin não teme os mísseis da Otan. Ele teme a liberdade. Ele teme a visão de Alexei Navalny, segundo a qual a Rússia não devia insistir em ser um império, mas apenas um país civilizado, um Estado a serviço do povo. Putin prefere a ilusão de um império em expansão, de um povo obediente aos seus pés, de um palácio no Mar Negro.  “Chame de ‘Doutrina Putin’”, escreveu Angela Stent para a Foreing Affairs. “O elemento central dessa doutrina é fazer com que o Ocidente trate a Rússia como se fosse a União Soviética, uma potência a ser respeitada e temida, com direitos especiais em sua vizinhança

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