Eduardo Leite é convidado por Kassab e pode migrar para PSD

Mesmo com derrota nas prévias tucanas, Eduardo Leite (PSDB) passou a ser sondado pelo ex-ministro Gilberto Kassab e pode migrar para o PSD. Mediante a desistência do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), em sua pré-candidatura à Presidência da República, o governador do Rio Grande do Sul discute a possibilidade de uma candidatura a presidente, desde que envolva articulação com outros partidos do centro. O nome de Eduardo Leite teve projeção nacional com as prévias do PSDB, em novembro do ano passado e, desde então, passou a ser sondado e mantém uma agenda de articulações com outras siglas do seu campo político. Segundo informações, o gaúcho tem sido cobrado para aparecer mais no jogo político nacional por nomes do PSDB descontentes com a escolha do governador João Doria. Eduardo Leite já se encontrou três vezes com Kassab, desde dezembro, o que mostra que o gaúcho tem bom canal de diálogo com o líder do PSD. Inclusive, Kassab afirmou recentemente que, se a candidatura de Pacheco não for pra frente, há nomes que são constantemente lembrados dentro da legenda. Eduardo Leite afirma reiteradamente que não será candidato a nenhum cargo neste ano, mas aliados sustentam que ele não descarta concorrer ao Palácio do Planalto pelo PSD.
Prefeitura de São Luís vacinou 25% das crianças de 5 a 11 anos

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, 28.130 crianças de 5 a 11 anos já foram vacinadas contra o novo coronavírus, cuja quantidade representa 25% do público nessa faixa etária. ”A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) informa que 28.130 já foram vacinadas contra Covid na capital maranhense ou seja, 25% do público total (faixa etária 5 a 11 anos) estimado já recebeu a vacina”, comunica a Semus. No último dia 28 de janeiro, a Prefeitura da capital concluiu a primeira chamada de imunização e, desde sexta passada (29), vem realizando a repescagem para vacinar o público pediátrico. A vacinação é disponibilizada em ocorre em seis pontos,das 8h às 18h: – Centro de Vacinação do Multicenter Sebrae, no Cohafuma;– Centro de Vacinação da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), no Bacanga;– Centro de Vacinação da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), na Cidade Operária;– Centro de Vacinação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), no Maracanã – Zona Rural;– Drive-thru do Shopping da Ilha, no Maranhão Novo;– Drive-thru da Universidade Ceuma, no Renascença.
Um Perfil de Coragem — II (por José Sarney)

Contei a história do grande gesto de coragem cívica do Adauto Lúcio Cardoso ao defender a Lei acima das contingências políticas. Ele foi, sem dúvida nenhuma, um dos grandes brasileiros do século passado. Era de uma retidão absoluta, que não o impediu de fazer política com todas as qualidades — ao contrário do que se costuma dizer para desqualificar a política e os políticos, a política não apenas pode, mas deve ser feita, para ser legítima, com a visão dos valores éticos que pautam a sociedade. Adauto era uma fortaleza moral, impávido, respeitado por toda a Câmara, por todo o Congresso, por todos. Sua vida política começou com a assinatura do Manifesto dos Mineiros, um dos pontapés que derrubou a ditadura Vargas. Vereador na Capital, não aceitou a decisão do Senado de impedir que a Câmara de Vereadores analisasse os vetos do Prefeito e renunciou a seu mandato. Eleito para a Câmara dos Deputados, logo tornou-se um dos principais membros da Banda de Música da UDN. Em 1966 foi eleito Presidente da Câmara. Foi a Castelo Branco e pediu o compromisso de que não houvesse cassações: não as aceitaria. Pouco depois da eleição de Costa e Silva, em outubro de 1966, saiu uma lista com a cassação de quatro deputados. Adauto, que estava no Rio, voltou a Brasília e disse que, enquanto ele ali estivesse, deputados não sofreriam restrições de direito. “Eu poderia lavar as mãos, como Pilatos, mas não lavaria minha consciência.” O Ministro da Justiça disse que a posição de Adauto de submeter as cassações à análise da Câmara era “um absurdo inconcebível”. Mas Adauto ficou firme na garantia aos deputados que permaneciam na Casa. Um ato complementar “considerando [que] entendeu o Senhor Presidente da Câmara…” colocou em recesso o Congresso Nacional. Adauto aguardava em sua sala desde as 4 horas da madrugada. Uma hora depois forças militares invadiram o Congresso. Pôs-se de pé no alto da escada que dá acesso do segundo andar ao plenário da Câmara dos Deputados. Quando o comandante da tropa chegou, ele enfrentou: “Aqui estou como representante do poder civil.” E o militar contestou: “Aqui estou como representante do poder militar.” Adauto replicou: “Então, pela força, entre no Congresso, mas jamais com a minha complacência ou o meu reconhecimento.” Passado o recesso, Adauto renunciou à Presidência da Casa. Para mostrar a grandeza de outro homem público, o Marechal Castello Branco decidiu, já nos últimos dias de seu governo, ao vagar uma cadeira de ministro do Supremo Tribunal Federal, indo contra todos os “revolucionários”, que estavam com o Adauto engasgado na garganta, convidá-lo para ser ministro da Suprema Corte. Ali no Supremo, mais uma vez, Adauto iria mostrar quem ele era. Durante o julgamento, em março de 1971, no Governo do Presidente Médici, da constitucionalidade do decreto-lei 1.077/1970, que estabelecia a obrigatoriedade de censura prévia, inclusive a livros, o Ministro Adauto disse que, como juiz, jamais concordaria com isso. Deu, então, seu voto pela inconstitucionalidade do decreto, afirmando que o livro era intocável, não poderia sujeitar-se a nenhuma censura e que sua publicação deveria ser livre. Colhidos os votos, Adauto foi vencido e o Supremo aceitou o arquivamento da ação pelo Procurador-Geral da República, o que, na prática, autorizou a censura. Adauto levantou-se, tirou a toga, enrolou-a, colocou-a sobre sua cadeira e deixou o Supremo Tribunal Federal! Jamais voltou. Esse era Adauto Lúcio Cardoso. Ao escrever estes episódios ainda me comovo lembrando sua figura…
Paulo Victor se enrola com vices e grupo pode ser desfeito

Após circular informações de que o vereador Paulo Victor (PCdoB) teria feito várias promessas, dentre elas a oferta da vaga da primeira vice-presidência a três aliados diferentes para ter apoio na corrida eleitoral à presidência da CMSL, o comunista se manifestou em suas redes sociais. O pré-candidato a presidente da Câmara Municipal de São Luís fez um vídeo para tentar amenizar a situação em suas articulações para a mesa diretora. Acompanhado dos vereadores Edson Gaguinho (DEM), Aldir Júnior (PL) e Beto Castro (Avante), o parlamentar destacou que a união do seu grupo, formado por 18 vereadores, hoje é fraterna. Além disso, alegou que sua principal missão será vencer a Câmara para lutar pela independência do parlamento. “Saíram notinhas dizendo que a gente está brigando por conta de vaga de vice e de primeiro secretário. A nossa união é fraterna e a nossa missão é vencer a Câmara Municipal pela independência do parlamento. Você que está mentindo aí, que Deus te abençoe, a nossa unidade é firme”, disse. Para o cargo, o vereador Chaguinhas (Podemos) afirmou a imprensa nesta semana que foi “premiado” com a vice, enquanto que o vereador Aldir Júnior também garantiu a colegas de parlamento que será o vice de Paulo Victor. Segundo informações, outras promessas foram feitas a demais vereadores e, na oportunidade que teve para desmentir os boatos e esclarecer quem será o vice da chapa, o comunista não esclareceu e, ao que tudo indica, pode continuar enrolando os três aliados e evitando explicações ao público sobre quem é o escolhido. Com essa decisão, dois destes vereadores podem ser traídos pelo pré-candidato à presidência da CMSL. Do outro lado, a expectativa é que haja a volta de vereadores do Podemos, partido do prefeito Eduardo Braide. Vale ressaltar que o vereador Raimundo Penha (PDT), que também era pré-candidato a Presidência da Câmara, afirmou recentemente que Dr. Gutemberg foi escolhido como o nome de consenso da base do prefeito Eduardo Braide para disputar as eleições da Câmara de São Luís. Até a votação, muita coisa pode acontecer, tendo em vista que a eleição ocorre em abril, já que fracassou a tentativa de antecipação para este mês.
Jogo do Flamengo no Castelão pode custa R$ 150 em média

O jogo entre Madureira e Flamengo, válido pela 7 rodada do Campeonato Carioca 2022, pode acontecer em São Luís, no estádio Castelão. Caso confirmado, a partida deve ocorrer entre os dias 15 e 17 de fevereiro. De acordo com o secretário de Esportes do Maranhão, Rogério Cafeteira, existe uma expectativa que o preço médio do ingresso do jogo seja de R$150 com capacidade de 70% do Castelão, o que poderia garantir a presença de 28 mil torcedores. O titular da SEDEL informou que não é o Governo que está trazendo a partida, mas um grupo de empresários que já teria comprado o mando de campo do Madureira. No entanto, para trazer esse jogo para cá, o time rubro negro deve avaliar os custos e fazer um planejamento, tendo em vista que o time atualmente só viaja em voo fretado, isto é, existe a necessidade de toda uma logística que garanta a viabilidade da partida na capital maranhense. O Governo do Estado já apresentou o protocolo para a realização da partida e exigirá o comprovante das duas vacinas ou um PCR negativo nas últimas 48 horas por parte dos torcedores. Mesmo sendo uma iniciativa privada, a realização da partida entre Madureira e Flamengo pode trazer dividendos ao Governo do Maranhão, haja vista que uma parcela da renda total do jogo será repassada a Secretaria de Estado do Esporte e Lazer (SEDEL). A última vez que o Flamengo jogou em São Luís foi no ano de 2014 contra o Criciúm, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, cujo jogo terminou empatado em 1 a 1. Na época, os ingressos custaram entre R$30 e R$100.
Candidado de Dino deve perder força na Assembleia Legislativa

Após a abertura oficial dos trabalhos na Assembleia Legislativa nesta quarta (2), o PDT anunciou sua entrada em um novo bloco no parlamento estadual e deu mais uma demonstração de rompimento com a gestão socialista. O Bloco Parlamentar Democrático, liderado pelo deputado Vinicius Louro (PL), será o maior da ALEMA e conta com seis pedetistas no Legislativo maranhense, deputados estes que apoiam projetos políticos opostos ao pré-candidato da escolha pessoal de Flávio Dino, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Ou seja, apesar dos discurso de unidade, boa convivência e relacionamento harmônico com o Poder Executivo, na prática, entretanto, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), que assume em abril, vai enfrentar uma realidade diferente da que vem sendo comandada por Flávio Dino (PSB) já que o maior bloco da Casa Legislativa será comandado pelo PL e pelo PDT. Completam o blocão os partidos Republicanos, PRTB, PTB, PSL, PMN, PTC e PSDB. O deputado tucano Wellington do Curso será o vice-líder do bloco. Ao todo, 19 parlamentares de nove partidos diferentes farão parte do blocão. Portanto, o Bloco Parlamentar Democrático é liderado pela legenda que tem como pré-candidato a governador o deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL); integrantes da sigla liderada pelo também pré-candidato ao Palácio dos Leões, senador Weverton (PDT); além da presença do deputado federal Edivaldo Holanda (PTC), pai do pré-candidato a governador Edivaldo Holanda Júnior (PSD). Até o momento, integrantes do PDT tem deixado claro que não pretendem fazer oposição à próxima gestão. Inclusive, quando abrir a janela partidária, pode ser que boa parte dos deputados deve trocar de partido, mas isso não configurará mudança nos blocos da Assembleia, podendo alterar, na verdade, o posicionamento de alguns parlamentares dentro do próprio blocão.
Polícia Federal desarticula grupo que lavou R$ 4 bilhões

Nesta quinta (3), a Polícia Federal (PF) realizou duas operações em seis estados brasileiro e em sete endereços no Paraguai para desarticular uma quadrilha que atua com lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. A ação é um desdobramento da Operação Spectrum e, após cumprimento de medidas judiciais contra os familiares de um traficante que o ajudaram na lavagem do dinheiro de origem ilícita, resultou na prisão do criminoso investigado pelo forte envolvimento com grandes esquemas de tráfico de drogas no Brasil. Já a operação Fluxo Capital teve como objetivo desmantelar uma quadrilha responsável pela lavagem do dinheiro através de movimentações milionárias, com o uso de “laranjas”, empresas de fachada e contadores. As investigações demonstraram que a organização criminosa não se limitava à lavagem do dinheiro do traficante investigado na Operação Spectrum. O grupo também mantinha relação com diversas outras organizações criminosas atuantes no Brasil, envolvidas em outros delitos além do tráfico de drogas. Durante as investigações, foi constatada movimentação financeira de R$ 4 bilhões pelas empresas controladas direta ou indiretamente por apenas um dos apurados.
Deputada é impedida de fazer vídeos ao vivo pelo Instagram

A deputada Federal Bia Kicis (PSL-DF) está bloqueada temporariamente de fazer transmissões de vídeo ao vivo no Instagram. A parlamentar pretendia registrar o reinício das atividades parlamentares com o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PL), foi impossibilitada e considerou como “censura” a decisão da rede social, tendo em vista que o impedimento aconteceu depois de se posicionar de forma contrária à remoção das regras da plataforma. “Estou impedida de fazer vídeos ao vivo no Instagram e de compartilhar com vocês fatos importantes da política brasileira. Agora mesmo eu iria transmitir o reinício das atividades parlamentares com o discurso do nosso presidente”, escreveu Bia Kicis. A deputada estava no plenário acompanhando a sessão solene do Congresso Nacional que marca o começo do ano legislativo, cuja cerimônia ocorreu na Câmara dos Deputados. O presidente da República foi o primeiro a discursar, fazendo a leitura da mensagem direcionada aos deputados e deputadas.